20 de dez de 2005

Segura, peão!!!



"A surpresa nesta semana de Natal é Brokeback Mountain, um filme sobre dois cowboys que se apaixonam na irresistível paisagem das montanhas de Wyoming. Um deles, Heath Leger, é até parecido com o presidente Bush, um pouco mais atraente. Depois do romance na montanha, os cowboys se casam, têm filhos, mas a paixão resiste. O filme está seduzindo até o interior americano. Estreou num pequeno número de cinemas e, proporcionalmente, vendeu mais ingressos do que King Kong inclusive em Plano, no Texas. Em Wyoming, onde o linchamento de um gay há poucos anos teve repercursão nacional, desde o lançamento do filme vários cowboys se revelaram homossexuais e posaram com seus amantes, cavalos, vacas, ovelhas." (Lucas Mendes, BBC Brasil)

Bom, acho interessante um filme que rompa barreiras, quebre preconceitos, afinal, está na hora das pessoas entenderem de uma vez por todas que vivemos em uma nova era. Chega de preconceitos!

Mas, infelizmente, nessa nova era em que vivemos temos que tapar os olhos das crianças na hora da novela pra que elas não vejam sexo; tapar os olhos das crianças nas ruas pra que elas não vejam prostitutas...; e tapar os olhos das crianças pra que não vejam gays se beijando nas ruas. Calma gente! Isso não é preconceito, é precaução! Afinal, se os gays dizem que é normal, eu digo que não é!

Reflitam um pouco. O ciclo natural das coisas é seu filho crescer e ter atração por uma pessoa do sexo oposto. Inclusive é isso que a igreja prega. Sendo assim, se seu filho cresce vendo homens com homens e mulheres com mulheres ele vai gravar na sua cabeça que a atração pelo mesmo sexo é algo absolutamente normal. Com certeza, esse seria o sonho de todos os gays do mundo: que eles fossem vistos como normais e que as crianças pudessem crescer vendo eles como normais. Aliás, o sonho deles é que o mundo seja cheio de gays por todos os lados se beijando sem serem olhados com olhos estranhos. Mas esse não é o sonho dos heterossexuais.

Não tenho preconceito contra os gays, eu juro. Pelo contrário, tive amigos gays com quem pude conversar bastante e adorei a cabeça aberta deles. Mas se eles querem ser respeitados, aconselho-os que nos respeitem. Imagina você passeando com crianças em plena Cidade Baixa de Porto Alegre, tendo que passar pelo centro GLS, Guion.

Na verdade, seria ótimo se eles pudessem evitar aparecer em público aos beijos e amassos. Há boatos de que no Guion os jovens se relacionam sexualmente nos banheiros. É um absurdo. Uma total falta de respeito. Assim como também seria uma total falta de respeito jovens heteressexuais em banheiros públicos. Onde foi parar o bom senso?

Sem preconceitos tá? Mas imagine se essa nova era evolue tanto a ponto de você andar na rua vendo gays e lésbicas por todos os lados. Ninguém merece! Eu sei que sou um pouco exagerada e multiplico milhões de vezes as dimensões de um problema, mas as coisas evoluem tão rápido, que temo esse tipo de evolução.

Queridos amigos homossexuais, não se chateiem comigo. Se amem, se beijem, façam o que quiserem, mas preservem nossos olhos e os olhos de nossas crianças que não tem a opção sexual de vocês e são maioria. Sou absolutamente contra o preconceito, mas também sou absolutamente contra essa exposição demasiada feita por certos grupos de gays (não estou generalizando) para se aparecerem como forma de revolta. Revolta por quê? Meus olhos não tem culpa da sua opção sexual renegada por amigos e família (talvez).

E quanto ao filme. Sucesso! Afinal, eu entendo que em certas regiões esteja ultrapassando a venda de bilhetes de King Kong, porque esse filme (King) é o cúmulo. É pra ver em sessão da tarde e olhe lá!

P.S: Relendo o texto hoje (dia 22.06.10), posso dizer que meu ponto de vista mudou bastante nesse aspecto. E outra, já é super comum ver casais de gays pelas ruas. E eu odeio quando olham de esguelha pra eles. Deixem-os paz. Sei lá, tô radical ao contrário agora. Só não apago o texto porque gosto de relembrar minhas opiniões e suas evoluções. Nesse texto acima eu pareço uma senhora de 60 anos.

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