11 de mai de 2006

Atenção! Os jovens se tornarão adultos.


Os adultos são os responsáveis pelo mundo. Essa afirmação pode soar estranha, porém ela é verídica. Basta vermos o mundo que nos rodeia. São os adultos que ditam as regras do que é certo ou errado. Claro, eles têm mais conhecimento, devido ao estudo, a experiência de vida e a maior idade. Não há o que discordar disso. Mas se eles são mais inteligentes e capazes ao ponto de serem os responsáveis pelas modificações ao nosso redor, como que eles podem usufruir tão pouco desse privilégio? Por que eles insistem em subestimar o potêncial dos jovens que tanto podem auxiliá-los?


Vamos pensar nos meios de comunicação em massa, tais como, TV, rádio, cinema, teatro, revista e jornal. Agora seguindo a linha de raciocínio, vamos pensar no que esses meios de comunicação destinam ao público jovem. Na TV programas de comportamento são raros, mas os que buscam um teor educativo e informativo dos jovens são as novelas e seriados. No rádio pode-se ouvir nos intervalos respostas às perguntas relacionadas ao sexo. No cinema temas polêmicos da vida de um adolescente são abordados. No teatro a vida dos adolescentes também pode ser retratada. Mas e quanto às revistas e jornais?

Hoje em dia existem inúmeras revistas destinadas aos adolescentes, que porém detém enorme quantidade de leitoras, pois atinge, devido ao estilo da revista, a maioria feminina. Os jornais quando tratam de adolescentes, os dá um caderno especial, página ou encarte. As revistas como Capricho, Atrevida e Toda Teen têm grande número de fiéis clientes, mas esses clientes são cegos. Cansei de ler durante minha adolescência revistas que hoje vejo, não me acrescentaram nada além do que eu já sabia. Faz mais de três anos que não compro mais essas revistas regularmente, mas ao lê-las sei que ainda tratam dos mesmos assuntos. Para chamar a atenção do público, elas recorrem a artistas que estão no auge de suas carreiras sendo estrelas de determinadas novelas, geralmente garotos, colocando-os na capa com dizeres como: "o fofo das telinhas!". Dentro da revista as jovens se 'informam" sobre a vida dos atros, sobre como emagrecer, sobre as roupas, penteados, acessórios e maquiagens do momento. Sobre horóscopo, testes, beijo, relacionamentos de família, namoro, amigos, sexo, drogas e entretenimento, como as bandas consagradas no momento, o filme em cartaz, o BBB5, ou qualquer outra coisa. Tudo bem que esse é um meio que deu muito certo de atingir a garotada. Mas tudo mal em se tratando de subestimar a inteligência dessa garotada.

Tudo mal sim. É obvio que nunca é demais dizer que drogas fazem mal, que sexo só com camisinha, que Aids também pode chegar em você, que blá blá blá. Mas será que é só isso que essas revistas sabem dizer? Poxa, desde que eu tinha 13 anos eu já tinha sido entupida até o pescoço com essas informações. Claro que tem seu lado positivo, afinal desde cedo já aprendi como evitar tais coisas. Mas o lado negativo é o que quero ressaltar. Por que acham que só por que somos jovens e inexperientes somos burros? Será que não merecemos saber o que está acontecendo no mundo ao nosso redor? Tem guerra, corrupção, problemas sociais e muitas outras coisas que também queremos saber.

Seremos para sempre jovens alienados e futéis enquanto os "geradores de informações" não souberem repassar aos jovens informações importantes que possam ser facilmente compreendidas por eles. Certa vez li que a função essencial do jornalismo era informar da maneira que seja de mais fácil entendimento a sociedade. Por favor não esqueçam que adolescentes também fazem parte da sociedade. Devido às várias críticas e sugestões, jornais começaram a se utilizar de páginas dedicadas somente ao público jovem. A Zero Hora tinha ao menos uma vez por semana o Zerou, caderno que atingia a gurizada, mas logo parou de circular. Recentemente o único encarte destinado ao público jovem é o do Patrola. A questão é que esses cadernos continuam tentando cumprir com a função de atender ao público jovem, porém não sabem como conduzir. Eles continuam recorrendo a recursos que tratam o adolescente como um ignorante. Recadinhos e assuntos que já cansaram nossas vistas.

Se o objetivo dos jornais é atrair o pessoal mais novo , por favor, que o atraiam com qualidade. Falem sobre Bush, sobre Lula, sobre econômia, política, saúde e etc, com o jeito jovem. Recorram a recursos de imagem como fotos, ilustrações e figuras, mas principalmente recorram a uma linguagem mais descontraída e começem a tratar os adolescentes como futuros adultos e não como bêbes recém crescidinhos, porque assim eles não vão crescer nunca!

Um comentário:

  1. mais uma vez eu concordo ctg! certamente a adolescência é a fase mais complicada da vida da pessoa. muita gente não discerne adolescente e criança grande. talvez se os jornais/revistas soubessem falar a língua deles, ao invés de tratá-los como crianças, com uma linguagem clara, simples e objetiva, os futuros adultos sejam muito mais responsáveis e concientes dos que os atuais... como solução para todos os problemas: educação!
    tá bem legal teu blog!

    bjão
    ps: ah, semana que vem acho que vou estar com a câmera da facul, daí eu trago pra cá e a gente tira as fotos da gurizada!!! bom findi

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