Pular para o conteúdo principal

Eterna menininha do Papai!


- Se comporta!
- Não esquece que tudo tem sua hora!
- Olha lá o que tu vai fazer!
- Eu confio em ti!

Essas são frases clássicas dos pais, e das mães principalmente, (pelo fato de elas terem mais diálogo com as filhas), na hora de deixar a "princesinha" sair com o namorado, ir dormir na casa dele, viajar com ele, enfim, tudo que a mantenha perto dele e longe de seus olhos. Nossas pais já foram adolescentes e portanto, sabem que adolescente "não é flor que se cheire". Tudo que os adolescentes de hoje aprontam eles já aprontaram quando tinham sua idade. Sendo assim, os pais sabem muitas das artimanhas utilizadas pelos jovens para mentir, diferente do que muitos jovens que acham que são bem mais espertos pensam. Eles se preocupam com as mentiras que os filhos contam na medida em que reconhecem que no tempo delas as mentiras eram talvez, bem mais "cabeludas". Podemos concordar que esse medo que nossos pais têm das nossas mentiras tem fundamento em determinados momentos. Saber com quem o filho anda e onde anda é sempre necessário. Afinal, se o filho mente e acontece algo grave com ele como localizá-lo? Sem falar que o medo envolve o uso de drogas, a violência das madrugadas de festas e os acidentes causados por alcoolismo. Nesse caso toda precaução é pouca. Porém o "medo" que muitos pais têm é quase inexplicável. O medo que eles tem de que a filhinha querida saia com o namorado em início de namoro tem outro nome: sexo. Eles sempre vão achar que a filha é virgem , mesmo que não seja mais, pelo fato de que ela ainda é jovem, mesmo com uns 18 anos. Sempre vão achar que é cedo demais. Sempre vão achar que ela pode se arrepender. Se deixar são capazes de dizer que o melhor seria só depois do casamento. Sempre vão achar que a filha é desinformada e imatura. O pai então, se pudesse transformaria a filha numa freira. Isso porque o pai é muito ciumento e demora para se acostumar a dividir a sua menininha, e talvez nunca se acostume, só finja que se acostumou para vê-la feliz. Podemos dizer que esse medo é patético sim. Afinal, quem são os pais para dizerem que ainda é cedo quando nem se quer deram o exemplo. Quando tiveram seus filhos, agora vítimas, no auge de sua juventude, como era comum há pouco tempo atrás. Obviamente que o medo que os pais têm também leva em consideração DSTs e gravidez precoce, que ainda ocorre muito em lugares da sociedade desinformados. Mas a questão é que os pais não devem temer por seus filhos. Eles tem que ter consciência de que desde os treze anos de idade seus filhos já ouviam falar em aids e camisinha em tudo que é lugar e que são muito mais informados do que pensam Eles tem que ter a noção de que cedo ou tarde a filhinha querida do papai vai deixar de ser uma menininha e crescer. Vai entrar na faculdade, trabalhar, namorar, transar, casar, ter filhos, enfim vai amadurecer! Se eles cometeram algum erro no passado , com certeza aprenderam com ele, mas não podem impedir que seus filhos errem pra acertar. Mas não se preocupem, não tenham duvida de que seus filhos mesmo que sem os dizer aprenderam com os erros de vocês sendo apenas telespectadores e que não vão querer errar como vocês. Eles pensam mais no futuro. Mas não há o que temer. Se fosse algo ruim aí sim deveríamos temer.
PS: Sorte minha que não tive pais assim, pelo contrário, nunca imaginei que meus pais fossem tão modernos e liberais! Hehe...mas escrevi este texto especialmente pra uma amiga que sabe muito bem do que tô falando! Calma, cada pai com sua mania! hehe

Comentários

  1. ah pois é....
    mesmo sendo um assunto, digamos, natural, esse é um tema beeem complicado com quem não tem pais compreensíveis! eu tbm dou graças a Deus pelos meus pais. tive até que entrar na comunidade "o coroa tem a base" no orkut...
    nesse mundo, todo mundo cresce, até os filhos!

    bem legal o teu blog, ainda não olhei muito pq to esperando a CWA libera o meu trabalho né... mas pelo que eu vi, ta bem legal. ah, eu quero uma crítica do filme que eu te falei hein iuhauuauaiuha

    bjus

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Feedbacks sinceros me interessam. Go ahead!

Postagens mais visitadas deste blog

A chata existência dos chatos

Faz tempo que quero escrever sobre pessoas chatas, mas é meio difícil falar sobre elas. É que eu me irrito demais com pessoas chatas. Me irrito justamente porque elas são como são, chatas! Pior que isso, têm chatos que, muitas vezes, são legais e, portanto, você não pode ser estúpido com eles, pois se não, até nos momentos que eles deveriam ser legais, eles vão ser chatos. Complicado não?
Eu, que também devo ser chata pra algumas pessoas, não tolero determinadas chatices. Eu as engulo no osso. Muitas vezes, sou grossa, respondo, dou indiretas, ignoro. Mas o chato pós-graduado não percebe e continua me chateando. Vou dar um exemplo. Sou umas pessoa que detesta ser interrompida em qualquer circunstância (absolutamente qualquer circunstância). Não gosto de ser interrompida no banho, no telefone, quando escrevo, quando leio, quando trabalho e até quando não faço nada. Não gosto que me tirem o foco. Devo admitir que nesse sentido sou egoísta. Sempre acho que o que estou fazendo é mais inter…
Infância roubada

Crianças. Será que ainda existem? Em que momento a infância termina, nos dias de hoje? Eu deixei de ser criança parcialmente aos 12 anos, quando achei que as festinhas com a turma eram bem mais divertidas que as bonecas. Mas eu senti a chegada da adolescência normalmente. Percebi que meus interesses estavam mudando, assim como os da maioria dos meus amigos. Foi um processo natural e saudável. Mesmo virando adolescente nunca deixei de agir feito uma criança boba de vez em quando pra me divertir. O ideal é nunca deixarmos de ser crianças, nem que seja um pouquinho só. Mas esse foi o meu jeito de crescer. A maneira como as crianças crescem agora, é muito diferente.

As meninas largam as bonecas bem antes dos 12. Descobrem que é mais interessante maquiar a si mesmas do que maquiar rostos de plástico; As músicas que escutam não são mais ao estilo Chiquititas, Xuxa ou Balão Mágico. Agora a moda é ouvir Rebeldes (que não são órfãs vestidas de forma comportada, mas sim meninas q…

Gente que sabe escutar o outro

Sempre acreditei no poder da fala. No quanto é importante falarmos sobre aquilo que nos incomoda. Falarmos pros outros - amigos, terapeuta - ou pra quem está nos afetando. Talvez ainda acredite, mas apenas com as pessoas certas.
Gosto de falar naturalmente. Faz parte de mim. Assim como gosto de escrever. Além de escrever crônicas, contos e matérias, escrevo muitos emails. Os emails são as cartas que mando quando preciso conversar com quem não gosta de sentar frente a frente e olhar olho no olho. Não culpo, pois cada um tem suas fraquezas. O problema é que essas pessoas que leem minhas 'cartas' nem sempre respondem e, muito menos, as absorvem - o que é pior que não respondê-las. As que o fazem, respondem tão lindamente (mesmo quando a resposta não é o que eu esperava), que posso dizer que são pessoas raras e especiais, pois me deram 'ouvidos' (olhos) e pediram os meus. Sou grata a elas e guardo esses emails especiais com carinho, pois foram aprendizados pra mim.

Mas não e…