31 de mai de 2006

A verdade sobre as "maldosas" bruxas ainda não foi queimada

Comparando com momentos anteriores da história, as mulheres já obtiveram muitas conquistas em um mundo desigual como o nosso. Porém elas ainda têm muito a conquistar. A discriminação com as mulheres vem desde tempos remotos. Talvez a discriminação tenha começado muito antes do que imaginamos, mas com certeza ela marcou a história ao se apresentar de forma horrenda na Idade Média com a perseguição às chamadas bruxas.


Com a ascensão do antropocentrismo nos séculos XV e XVI, visão que colocava o homem no centro ocupando o lugar do teocentrismo, onde Deus era o centro de tudo, a Igreja passou a buscar uma forma de recuperar o poder perdido. E por isso ela inicia a caça às bruxas através dos criados Tribunais de Inquisição com o apoio do Estado.



As bruxas começaram a ser perseguidas tanto pela Igreja Católica, Protestante e pelo Estado por motivos religiosos, políticos e sexuais. As consideradas bruxas eram mulheres que obtinham amplo conhecimento sobre plantas medicinais e que as usavam para auxiliar em enfermidades que ocorriam em suas comunidades. Esse conhecimento passou a irritar os médicos que encontraram na Inquisição um bom método de eliminar as suas concorrentes econômicas, aliando-se assim a Igreja. Esta por sua vez perseguia as “bruxas” com o argumento de que elas representavam algum tipo de ameaça às doutrinas cristãs.


A maioria dos suspeitos eram mulheres. As penas para as bruxas caçadas variavam entre a prisão temporária até a morte na fogueira. Elas ficavam presas até provarem a sua inocência, o que nunca conseguiam. As que juravam inocência eram queimadas vivas e as que confessavam tinham um benefício: eram estranguladas antes de serem queimadas. Que bondade! Elas não podiam ser mortas antes de confessarem sua ligação com o demônio. Sua confissão era quase imposta através de atos bárbaros cometidos pelas autoridades, tais como: raspar os pêlos de todo o corpo em busca de marcas do diabo, que podiam ser verrugas ou sardas; perfuração da língua; imersão em água quente; tortura em rodas; perfuração do corpo da vítima com agulhas, na busca de uma parte indolor do corpo, parte esta que teria sido “tocada pelo diabo”; surras violentas; estupros com objetos cortantes; decapitação dos seios. A tortura era o meio utilizado para que as bruxas assinassem as confissões. Em alguns países, como Alemanha e França, eram usadas madeiras verdes nas fogueiras para prorrogar o sofrimento das vítimas. E, na Itália e Espanha, as bruxas eram sempre queimadas vivas.



Nesse contexto político, pode-se citar a camponesa Joana D`arc, que aos 17 anos, em 1429, comandou o exército francês, lutando contra a ocupação inglesa. Esta acabou sendo julgada como feiticeira e herege pela Inquisição e queimada viva em 30 de maio de 1431, com apenas dezenove anos. Isso porque aos 13 anos, declarou que podia ouvir a voz de Deus, que a pedia para ser boa e cumprir os deveres cristãos. E além disso ordenou-lhe que libertasse a cidade de Orléans do jugo inglês. Afirmou ainda ter visto o arcanjo são Miguel, além de Santa Catarina e Santa Margarida, cujas vozes ouvia. Porém, durante cinco anos, manteve essas mensagens em segredo. Quase cinco séculos depois de ser queimada viva ela foi canonizada no ano 1920 pelo papa Bento XV.



A “caça às bruxas” iniciou –se em 1450 e terminou somente por volta de 1750 no século XVIII com a ascenção do iluminismo . Ou seja, durou mais de quatro séculos e ocorreu, principalmente, na Europa. Porém, a Lei da Igreja Católica que fundou os “Tribunais da Inquisição”, permaneceu em vigor até meados do século XX. Estima-se que aproximadamente 9 milhões de pessoas foram acusadas, julgadas e mortas neste período, onde mais de 80% eram mulheres, incluindo crianças e moças que haviam “herdado este mal”



Esse período com certeza representou e representa muito para as mulheres. Pois, além do notório preconceito e da desigualdade sofrida pelo sexo feminino naquela época, é clara a demonstração de que o abuso de autoridade de poder sempre vigora em situações em que ele quer se manter por cima fazendo com que Em nome de Deus sejam cometidas atrocidades tais que nos fazem questionar cada vez mais a Igreja e suas doutrinas.



Além do mais fica evidente que naquela época assim com é hoje, muitos homens (médicos naquele tempo) não aceitam que as mulheres os superem em conhecimentos e se tornem úteis, eficientes e muitas vezes superiores.



É lamentável que livros infantis ainda mostrem bruxas como pessoas más. As crianças deveriam saber que bruxas foram mulheres que lutaram para serem valorizadas ao ajudarem pessoas doentes e por ouvirem a voz de Deus lutando por sua fé sem sofrer com as repressões que a própria igreja pregadora da fé impunha.

Um comentário:

  1. oiiiiiiiiii....desculpa ter invadido o teu blog ..mas n resisti tive mesmo k passar pa deixara minha markinha e para t dizer k o teu blog ta 5** continua a poxtar.... bjinhus fika bem e j agora passa n meu ...kuando kiseres...
    f
    u
    i....

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