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Essa tal de imprensa...

Há um tempo atrás eu estava assistindo ao filme Chicago, e, ao invés de pensar em Jazz comecei a pensar em imprensa. Isso porque os repórteres em questão de poucos dias esqueciam um caso (de presidiárias que mataram seus maridos) para dar atenção a outro semelhante. É sso que acontecia e sempre vai acontecer na imprensa.E é isso que temo no meu futuro profissional. A mídia tem a obrigação de ser a voz do povo, de escancarar casos que abalem e indignem a população chamando a atenção das autoridades para que tomem providências. Mas ultimamente não é bem isso que está acontecendo.


Jornais, revistas, rádios, TV e internet parecem não se importar mais em ficar em cima das autoridades cobrando providências. Parece - me que eles só visam o lucro. Por quanto tempo ficou esquecido o caso Richthofen? E por quanto tempo ficará esquecido depois que a poeira baixar? Mas pior não é isso, pior são os casos de corrupção.Uma hora é um escândalo e nós, burros, acreditamos que dessa vez não vai acabar em pizza. Engano nosso. Todo mundo é absolvido e daqui há algum tempo estarão de novo com suas bundas gordas sentadas em carros luxuosos comprados com dinheiro público. E por que eles não estão presos? Por que vestem terno e gravata e são ricos, graças ao dinheiro do povo. É de indignar sim. Ainda mais porque logo, logo, assim como já vem acontecendo, os jornais abordaram temas internacionais e seus probelmas, esquecendo de resolver os nossos problemas. O Brasil não pode solucionar a Guerra do Líbano, apesar de que é lamenável aquele quadro; o Brasil não pode tirar o Bush da Presidência, até porque nosso presidente adora puxar o saco dele pra não pagar o que deve; o Brasil não pode evitar os ataques terroristas e nem a pobreza da Africa. São pessoas bondosas e com boas condições financeiras que fazem isso. Mas não o nosso governo. E não a nossa imprensa. Portanto que tal darmos mais atenção ao
nosso país e resolvermos eles sem sermos omissos...


Pra que serve essa tal imprensa se não for um serviço público? Não gosto de abrir o jornal e ler sobre belezas ou tragédias de outro país quando o nosso tem ambas coisas. Melhor esquecer tudo isso, e ouvir o chato jazz sonolento pra esquecer toda essa "bustica", como diria minha mãe!

Aproveitando queria falar de uma coisa que aconteceu comigo, se não me engano, na terça-feira dessa semana.

Uma carinha pidona...

Estava eu na parada de ônibus em frente ao meu serviço, quando fuui abordada por um menino de mais ou menos 10 anos de idade. Loirinho de olhos claros, mal vestido e sujo. Ele me pediu dinheiro para comprar comida. Achei estranho. Geralmente não sou abordada por meninos de rua loirinhos e bonitinhos que me chamassem de moça, ao invés de tia. Ele parecia que havia saído de uma linda família.

Já cansei de ler e ouvir diversas pessoas nos desaconselhando a dar esmolas, por isso sempre falei para meu pai carregar balas e chocolates no carro, para que assim que alguém pedisse dinheiro, ele desse comida. Se fosse para comer mesmo que ele queria o dinheiro, certamente ele ficaria muito feliz.

Fugindo ao que deveria eu fazer também, procurei moedas na bolsa. Havia de 10 centavos, 25 , 50 e um real. Não sei o que me deu. Dei um real pro piá. Mas antes de dar deixei que ele estendesse a mão até mim e perguntei se ele ia mesmo comprar comida. Disse que eu ia ficar muito chateada se ele tirasse meu dinheiro pra dar pra outra pessoa ou comprar outras coisas enquanto eu desejava ajudá-lo. Ele jurou que era pra comer e disse que Deus deveria me pagar em dobro. Mas acho dois reais muito pouco pra recompensa. Que Deus pão duro heim? Brincadeiras à parte, fiquei observando o gurizinho se afastar. Ele abordou mais um homem e depois falou com um cara que estava sentado na Praça. Fiquei desconfiada e até deixei escapar um "Filho da Puta" sem querer. Parecia que o menino estava me cuidando. Ele olhava pra trás o tempo todo. O guarda que trabalha no mesmo prédio que eu perguntou porque eu tava com aquela cara quando ele chegou na parada. Falei que estava desconfiada e expliquei pra ele. Meu ônibus chegou antes que eu pudesse ver se o menino tinha feito mal uso da minha preciosa moeda. Fiquei pensando que eu não devia ter dado o dinheiro, mas senti um aperto no meu coração, que eu não resisti aquela carinha pidona. Será que nem em crianças mais podemos acreditar? Logo elas que dizem ser tão verdadeiras...É, mas eu sei que não é culpa delas...

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Comentários

  1. Very pretty site! Keep working. thnx!
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