Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Dezembro, 2006

Medidor de palavras: o fim do Blá, Blá, Blá

Infelizmente, não sou perfeita. Pelo contrário, tenho vários defeitos. Sou impaciente, briguenta, brava, impulsiva, fico neurótica com coisas que pros outros são ridículas, às vezes sou grossa, entre outras coisas. Além disso, vou contra os desejos da maioria masculina, pois não sou rica, meu meio de transporte é um ônibus, não sou loira, não tenho olhos azuis ou esverdeados, não tenho cabelos lisos, não tenho a bunda da Sheila Carvalho nem de longe, e nem o peito da Mulher Melão. Enfim, não sou e nem era a gostosona da turma (sim, porque hoje em dia isso também é defeito). Em compensação, eu era a inteligente da turma, pelo menos do colégio (ufa, até que isso compensa). Entretanto, não tenho barriga, não sofro com as gordurinhas localizadas, não faço regime, não brigo com meu cabelo todo dia de manhã, enfim... Dá pra dizer que não sou a Angelina Jolie, mas sou feliz comigo mesma.
Mas falei todas essas coisas pra chegar em uma só. Em um grande defeito meu, eu acho. Eu sou chata! Puta q…
Brooke

Ontem, quando cheguei em casa, após o trabalho, pra variar, a TV estava ligada em um filme que minha mãe dizia assistir enquanto preparava o almoço na COZINHA! Não sei por quê decidi sentar e assistir o filme, algo que nunca faço. Pelo contrário, sempre me aposso do controle e coloco no telejornal. Não sei qual o nome do filme, nem como foi seu início, mas confesso que dessa vez valeu a pena pegar um filme pela metade.

A história era verídica, ao que tudo indica. Uma menininha de apenas 11 anos, após ser atropelada por um menor (16 anos) imprudente e bêbado, teve sua vida reduzida a uma cadeira de rodas e um respirador qus se ficasse longe dela, causava morte súbita. Brooke, ao contrário da esperança que seus pais depositavam nela, nunca mais pôde dançar ballet, correr, brincar... Brooke cresceu e permaneceu pelo resto de sua vida em uma cadeira de rodas.

O fato de ela estar numa cadeira de rodas não comove qualquer um. Afinal, cansamos de nos deparar com deficientes físicos e não…
Infeliz daquele que em qualquer momento de glória tem que ficar lembrando e remoendo as mágoas do rival, tentando superar complexos de inferioridade, porque a alma lhe foi marcada, a ferro e fogo, pela humilhação durante muito tempo...

Infeliz daquele que, durante sua história, chegou sempre depois em tudo... Na América e agora no Mundo... Quando todos os outros, principalmente o vizinho rival já havia degustado e lambido tudo... até os ossos! (por duas vezes...).

Infeliz daquele que, ao chegar à mesa do banquete, acha que está tirando algo daqueles que já cansaram de se fartar... Mal sabe ele que não negamos um prato de comida aos mendigos...

Infeliz daquele que, mesmo alegando ter ou ser “maioria”, demorou noventa e sete anos para superar a contradição do nome que ostenta com tanta pretensão e que não passava dos limites regionais e/ou nacionais, tendo de suportar mais um motivo de escárnio!

Infeliz daquele que, ao acordar de ressaca após sua maior festa, em quase cem anos de existência…
Quando Carlinha decidiu fazer judô

- Pô Carlinha, dá onde tu tirou essa idéia, heim?

- Que idéia?

- Essa, de fazer judô!

- Eu sempre tive essa idéia. Mas, agora tô a fim de pôr ela em prática. Quê que tem Beto? Eu até acho que tu deveria gostar dessa idéia, afinal, eu vou socar os outros caras e não tu. Pensa bem, tu me irrita e eu bato neles. Tu sai no lucro.

- Ah, pára, Carla, tu vai treinar com vários homens! Qualé que é! Mulher minha não vai ficar se mostrando pra outros caras!

- Me mostrando como? De Quimono?! Vou tá toda tapada Beto. Deixa de ser louco!

- Pra que judô? Vai fazer coisa de mulher.

- Mas eu não gosto. Desde pequena eu queria fazer judô e meu pai nunca deixou porque dizia que eu ia virar machorra. Mas, agora que sou maior de 18 anos, e está atestado que não sou machorra eu posso fazer judô.

- Ah, é. Então tá, Carlinha. Amanhã mesmo começo minha aula de ballet. Vou ficar no meio de um bando de mulher e quero só ver se tu vai gostar!

- Hahahahahahhahahahahahaha - Carlinha…
Amor X Razão

Chora, menina
Chora e depois se acalma
Ninguém sabe a dor imensa
Que você carrega na alma

Chora pra espantar a tristeza
Que á tão grande no teu coração
Tão grande que não dá espaço
Pra ouvires a voz da razão

É bonito falar em amor
Falar da voz que vem do coração
Mas, às vezes, o coração é tão bobo
Que é melhor sofrer ouvindo a razão

O coração só pensa no momento
Mas a razão vai te mostar
Que não vale a pena viver por dentro sofrendo
Só porque acha que vale a pena lutar

Chora, menina
Chora que suas lágrimas fazem seus olhos brilharem mais
Pois, depois que a tempestade passar
Seus olhos ao sorrirem vão brilhar muito mais

Esquece teu coração
E o amor tão grande que nele tem
Escuta um pouco a razão
Pra ver o outro amor que ela tem

O amor que ela tem por ti
Pensando só na tua felicidade
Pois, não importa o que vier a acontecer
Ela vai te mostrar a realidade

E se o coração apertar demais
Não é pecado voltar atrás
Mas a razão não vai gostar
Se o amor te fizer chorar

O amor é pra ser alto astral
É pra ser festa
O …
MAL ENTENDIDO

São 18hs. Beto da logoff no seu computador pra ir embora do seu estágio. Enfim é sexta. Dia de relaxar e esquecer do quanto é exploradao pra ganhar uma mixaria que nem dá pra pagar os passeios com a namorada (sorte dele por viver nesses tempos modernos em que essa autonomia é normal. Cada um por sí porque a crise ta braba).

Pega o “busão” lotado de sempre e vai pra sua casa só no balanço e no esfrega-esfrega. Parece mais um baile funk. Chegando, toma uma ducha, veste a camisa de marca nova que comprara com o último salário, a calça jeans de festa, se perfuma e sai rumo à casa da namorada. No caminho decide passar em uma floricultura, adivinhem pra quê? Apesar de se sentir meio patético, meio não, totalmente, Beto continua a caminhar carregando as rosas vermelhas. Bem que ele pediu uma sacola pra balconista pra tentar esconder as flores, mas ela explicou-lhe que não se pode abafar flores. Ok. Ele se conformou e seguiu.

Resolve poupar-se do constrangimento ainda maior de pega…