27 de dez de 2006

Brooke

Ontem, quando cheguei em casa, após o trabalho, pra variar, a TV estava ligada em um filme que minha mãe dizia assistir enquanto preparava o almoço na COZINHA! Não sei por quê decidi sentar e assistir o filme, algo que nunca faço. Pelo contrário, sempre me aposso do controle e coloco no telejornal. Não sei qual o nome do filme, nem como foi seu início, mas confesso que dessa vez valeu a pena pegar um filme pela metade.

A história era verídica, ao que tudo indica. Uma menininha de apenas 11 anos, após ser atropelada por um menor (16 anos) imprudente e bêbado, teve sua vida reduzida a uma cadeira de rodas e um respirador qus se ficasse longe dela, causava morte súbita. Brooke, ao contrário da esperança que seus pais depositavam nela, nunca mais pôde dançar ballet, correr, brincar... Brooke cresceu e permaneceu pelo resto de sua vida em uma cadeira de rodas.

O fato de ela estar numa cadeira de rodas não comove qualquer um. Afinal, cansamos de nos deparar com deficientes físicos e não nos comovermos. Mas a mensagem que o filme passa nos faz mudar nossa maneira de ver as pessoas. Uma parte é muito interessante. A irmã da menina se senta na cadeira da menina e fica olhando pro relógio. Se passam poucos minutos que para a garota se parecem uma eternidade. Ela queria sentir por alguns minutos o que sua irmã sentiria para o resto de sua vida. Ver as horas passarem sem fazer nada que movesse o corpo.

Brooke ia pra escola sempre acompanhada de sua mãe, que servia como interlocutora quando Brooke queria levantar os braços para falar e para fazer os trabalhos manuais. Na faculdade a mãe a acompanhou também e assim foi por toda a vida. O que comove é que Brooke, como qualquer outra garota, se apaixona. No príncipio tem seu amor correspondido, mas passado um tempo recebe um e-mail de seu primeiro amor contando-lhe que está noivo. Brooke questiona a mãe se nunca vai poder trabalhar, ou se algum homem um dia vai quere-la. Tantas gurias que hoje reclamam dos namorados (confesso que sou uma dessas), e uma querendo tanto ter um, nem que seja por uma única vez. Nem que seja só pra sentir como é bom beijar os lábios de alguém que a gente gosta.

Sei lá o que aprendi com esse filme. Juro que não tenho nada a falar. O que importa é que na hora que eu vi o filme eu não pensei nada. Eu só senti. Senti uma angústia por dentro. Senti pena. Senti vontade de chorar.

3 comentários:

  1. que texto hein...
    era pra ser romantico, mas o final não foi muito...
    que coisa

    beijos

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  2. Simone Bassani05/01/2007 08:53

    Tássia! Quero ver esse filme... pra ver se assim como tu, eu pare um pouco de reclamar das coisas, do namorado, da vida..
    Beijo amiga!

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  3. toma postura de homem tássia!!!

    bixinha!

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