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Brooke

Ontem, quando cheguei em casa, após o trabalho, pra variar, a TV estava ligada em um filme que minha mãe dizia assistir enquanto preparava o almoço na COZINHA! Não sei por quê decidi sentar e assistir o filme, algo que nunca faço. Pelo contrário, sempre me aposso do controle e coloco no telejornal. Não sei qual o nome do filme, nem como foi seu início, mas confesso que dessa vez valeu a pena pegar um filme pela metade.

A história era verídica, ao que tudo indica. Uma menininha de apenas 11 anos, após ser atropelada por um menor (16 anos) imprudente e bêbado, teve sua vida reduzida a uma cadeira de rodas e um respirador qus se ficasse longe dela, causava morte súbita. Brooke, ao contrário da esperança que seus pais depositavam nela, nunca mais pôde dançar ballet, correr, brincar... Brooke cresceu e permaneceu pelo resto de sua vida em uma cadeira de rodas.

O fato de ela estar numa cadeira de rodas não comove qualquer um. Afinal, cansamos de nos deparar com deficientes físicos e não nos comovermos. Mas a mensagem que o filme passa nos faz mudar nossa maneira de ver as pessoas. Uma parte é muito interessante. A irmã da menina se senta na cadeira da menina e fica olhando pro relógio. Se passam poucos minutos que para a garota se parecem uma eternidade. Ela queria sentir por alguns minutos o que sua irmã sentiria para o resto de sua vida. Ver as horas passarem sem fazer nada que movesse o corpo.

Brooke ia pra escola sempre acompanhada de sua mãe, que servia como interlocutora quando Brooke queria levantar os braços para falar e para fazer os trabalhos manuais. Na faculdade a mãe a acompanhou também e assim foi por toda a vida. O que comove é que Brooke, como qualquer outra garota, se apaixona. No príncipio tem seu amor correspondido, mas passado um tempo recebe um e-mail de seu primeiro amor contando-lhe que está noivo. Brooke questiona a mãe se nunca vai poder trabalhar, ou se algum homem um dia vai quere-la. Tantas gurias que hoje reclamam dos namorados (confesso que sou uma dessas), e uma querendo tanto ter um, nem que seja por uma única vez. Nem que seja só pra sentir como é bom beijar os lábios de alguém que a gente gosta.

Sei lá o que aprendi com esse filme. Juro que não tenho nada a falar. O que importa é que na hora que eu vi o filme eu não pensei nada. Eu só senti. Senti uma angústia por dentro. Senti pena. Senti vontade de chorar.

Comentários

  1. que texto hein...
    era pra ser romantico, mas o final não foi muito...
    que coisa

    beijos

    ResponderExcluir
  2. Simone Bassani05/01/2007 08:53

    Tássia! Quero ver esse filme... pra ver se assim como tu, eu pare um pouco de reclamar das coisas, do namorado, da vida..
    Beijo amiga!

    ResponderExcluir
  3. toma postura de homem tássia!!!

    bixinha!

    ResponderExcluir

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