Pular para o conteúdo principal
A COISA

Uma noite dessas acordei para ir ao banheiro, abri a porta, e o que vejo? Uma barata. Uma imensa, preta e repugnante barata. Sim, repugnante é a palavra quase perfeita. Não mais que asco. Se era voadora não sei, espero que não, porque se fosse e tivesse voado acho que a vizinhança inteira acordaria com meus gritos e pensaria que alguém estava sendo violentado. Os gritos seriam ainda maiores porque a barata não era uma simples e mediana barata marrom, Era uma gigantesca barata preta.

Estava braba com meu namorado, mas não exitei ao gritar seu nome para que viesse me socorrer desse apuro. Como homem só se faz de durão, percebi que ele tinha tanto nojo da bichana quanto eu, tanto que ao invés de pegar suas havainas branquinhas e grandes pra matar A COISA, ele pegou minhas havainas pequenas, velhas e chamativas. Ainda teve a audácia de inventar que não tinha mais nada ali. "Tu só pode ser cego, ou tá se fazendo porque é um baita cagão". Tudo bem, acho que meu pai e meu irmão também são, mas se fingem de machos. Depois da tentativa de escape dele quase botei o dedo indicador em cima do bicho pra mostrar-lhe que ela ainda estava ali vivinha da silva. Pleft! Ele matou a coisa. E eu falei: - Limpa. Eu tenho nojo e tu sabe disso!
No outro dia de manhã abri a tampa da privada pra fazer o xixi matinal e o que vejo em baixo da minha bunda. A barata morta. ECA!!! E se ela tivesse viva. Puxei a descarga com um sobressalto. Ela não era digna do meu xixi.!

Uma outra vez em que vi uma barata na minha casa e gritei levei um baita chingão do infeliz. "Odeio gritos", disse ele. Óbvio que não falei com ele o resto da noite e me tranquei no quarto pra não ser perseguida pela mostrenga. Os homens devem ter a sensibildade de entender um grito frenético quando o assunto é barata, ora essa! Afinal, a barata causa um sentimento nas mulheres que até hoje não foi fielmente explicado. Pode ser medo, asco, repugnância, nojo...No meu caso é tudo junto e mais um pouco! Ainda vou visitar aqueles países orientais e me vingar dessas bichanas, comendo uma frita com o prazer dos deuses. Esses dias já me vinguei de algumas inimigas mortais, as tatuíras, comendo-as com todo o prazer possível. Fritinhas e com sal. Feito batatas- fritas. Eles viviam mordicando meus dedões quando eu era pequena. Chatinhas elas.

Medo significa, terror; receio e susto., conforme o dicionário on-line Priberam. Já Nojo significa náusea; enjôo; asco; aquilo que inspira asco ou repugnância;

Comentários

  1. tudo bem, tudo bem, matar baratas é uma das nossas obrigações, a outra é abrir vidros em conserva... mas não precisa gritar tanto, elas não mordem!!!
    e vem cá, se eu arranjar uma barata frita, tu come mesmo?

    beijão

    ps: boa cor do texto! hehehe

    ResponderExcluir
  2. baratas é o ó!!!!!!

    eca

    ãããiii

    blééééé

    uuuurgg

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Feedbacks sinceros me interessam. Go ahead!

Postagens mais visitadas deste blog

A chata existência dos chatos

Faz tempo que quero escrever sobre pessoas chatas, mas é meio difícil falar sobre elas. É que eu me irrito demais com pessoas chatas. Me irrito justamente porque elas são como são, chatas! Pior que isso, têm chatos que, muitas vezes, são legais e, portanto, você não pode ser estúpido com eles, pois se não, até nos momentos que eles deveriam ser legais, eles vão ser chatos. Complicado não?
Eu, que também devo ser chata pra algumas pessoas, não tolero determinadas chatices. Eu as engulo no osso. Muitas vezes, sou grossa, respondo, dou indiretas, ignoro. Mas o chato pós-graduado não percebe e continua me chateando. Vou dar um exemplo. Sou umas pessoa que detesta ser interrompida em qualquer circunstância (absolutamente qualquer circunstância). Não gosto de ser interrompida no banho, no telefone, quando escrevo, quando leio, quando trabalho e até quando não faço nada. Não gosto que me tirem o foco. Devo admitir que nesse sentido sou egoísta. Sempre acho que o que estou fazendo é mais inter…

O tempo passa, o tempo voa...

"Não deixe nada pra depois, não deixe o tempo passar. Não deixe nada pra semana que vem, porque semana que vem, pode nem chegar." A Pitty falou tudo né? Quem sabe o dia de amanhã? Deus? Talvez. Não sou exemplo de organização, mas sempre procuro diminuir ao máximo minhas pendências. Só durmo se estou caindo de sono mesmo. Pois se ainda sou capaz de pensar, ainda sou capaz de fazer o que tenho pra fazer. As olheiras que se danem. Nem as disfarço (tenho preguiça).

Carrego sempre comigo um bloquinho de notas (cafonérrimo, a propósito). Nele vão tarefas que tenho que cumprir, trabalhos a fazer, lembretes, dicas de filmes e livros que recebo e, acima de tudo, idéias, muitas idéias. Deixar pra depois faz com que eu fique sobrecarregada, me estresse e acabe desistindo de muitas coisas. Por isso, me dedico muito aos meus "deveres" que eu mesma me imponho e vou riscando eles do bloquinho conforme vou cumprindo-os. Posso ter preguiça de lavar louça, mas meus textos, trabalhos …
Infância roubada

Crianças. Será que ainda existem? Em que momento a infância termina, nos dias de hoje? Eu deixei de ser criança parcialmente aos 12 anos, quando achei que as festinhas com a turma eram bem mais divertidas que as bonecas. Mas eu senti a chegada da adolescência normalmente. Percebi que meus interesses estavam mudando, assim como os da maioria dos meus amigos. Foi um processo natural e saudável. Mesmo virando adolescente nunca deixei de agir feito uma criança boba de vez em quando pra me divertir. O ideal é nunca deixarmos de ser crianças, nem que seja um pouquinho só. Mas esse foi o meu jeito de crescer. A maneira como as crianças crescem agora, é muito diferente.

As meninas largam as bonecas bem antes dos 12. Descobrem que é mais interessante maquiar a si mesmas do que maquiar rostos de plástico; As músicas que escutam não são mais ao estilo Chiquititas, Xuxa ou Balão Mágico. Agora a moda é ouvir Rebeldes (que não são órfãs vestidas de forma comportada, mas sim meninas q…