14 de abr de 2007

Viva à geração passada!

Nosso país já passou e continua passando por sérios problemas em todos os âmbitos sociais. Porém, há uma diferença, não dos problemas, mas das atitudes tomadas em relação a eles. Antigamente, as pessoas, em especial, os jovens, se mobilizavam para mudar o que estava errado. Isso foi em um tempo em que os estudantes estavam dispostos a morrer lutando por seus ideais devido à sua consciência social e política. Hoje, eles se conformam com a situação e preferem viver alienados gastando seu tempo com coisas que "podem mudar o mundo", tais como: Orkut, MSN, festas, drogas, roupas da moda e etc.

Na efervescência do nosso país, surgiu, no dia 13 de agosto de 1937, a UNE (União Nacional dos Estudantes), tendo como propósito a consolidação da democracia e luta pela justiça social no Brasil. Com isto houve movimentos que, de alguma forma, fizeram com que as autoridades se voltassem para eles e vissem que o povo é a voz do país.

Só pra relembrar, em 1942, os estudantes foram às ruas para mostrar que eram contra o regime nazi-fascista imposto pelo Estado Novo. Em 1943, exigiram uma posição contra o eixo e a favor dos aliados na II Guerra Mundial. Exibiram o sentimento nacionalista através da campanha "O petróleo é nosso", em 1943. Colocaram-se contra a internacionalização da Amazônia de 1956 a 1958, mostrando, mais uma vez, seu patriotismo. Aliaram-se a Jango na luta pela reforma estudantil, em 1962. Após o incêndio da sede da UNE, em 1º de abril de 1964, eles continuaram, clandestinamente, fazendo oposição ao regime militar que perdurou até 1989. Com o AI-5 em vigor, os movimentos estudantis de massa desaparecem para voltar no final da década de 70. Desta vez, para lutar pela anistia (1979) e pela volta ao regime democrático através do "Diretas Já" (1984). A UNE volta à legalidade em 1985. Ressurgem grêmios e centros estudantis. Então, em 1986, fazem campanha contra a dívida externa. Um ano depois clamam por uma universidade pública e gratuita. E, em 1993, se unem para pedir o Impeachment do presidente Collor ficando conhecidos como "Caras pintadas".

Mas que movimento foi feito durante a crise do mensalão e tantas outras crises atuais do país? Onde estão esses jovens idealistas e determinados? Tudo bem que não há mais ditadura, mas não é só porque vivemos numa democracia que não temos mais nada para modificar. Afinal, se vivemos numa democracia quer dizer que temos direito de falar e de tentar mudar o que está errado.

Estão faltando Tim Maias, Rauls Seixas e Cazuzas nessa nova geração para inspirar essa gurizada alienada que pensa que D2 é o cara e que a liberação da maconha é a grande conquista revolucionária atual.

O que nos resta então? Acreditar que os jovens são o futuro do país ou viver do passado? Tirem suas próprias conclusões, mas não deixem de dar um Viva ao passado em que os jovens sabiam ser jovens em sua plenitude, sem serem ignorantes e alienados.

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