24 de abr de 2007

Pais, prestem atenção em vossos filhos!




É verdade que tem gente que não enxerga o que está em baixo do seu próprio nariz? Claro que sim. E por quê? Por que não quer. Semana passada, nos noticiários, diversos casos chocaram a sociedade. Foram execuções por motivos, por muitos, incompreensíveis. Casos que não têm uma explicação, aparentemente. Mas será que não? Será que não tinha nada acontecendo com as pessoas que cometeram essas atrocidades para que elas chegassem a esse ponto? E será que ninguém nunca percebeu nada? Ou se percebeu, fingiu que não viu?

O sul-coreano Cho Seung-hui que matou seus 32 colegas na Universidade Virginia Tech, nos Estados Unidos, era descrito por todos como um garoto estranho. Seu comportamento era fora do convencional, diferente do de outros garotos da sua idade. Todos concordavam com isso. Era quieto, não tinha amigos, não falava com ninguém, entre outras coisas. Cho já havia sido advertido devido à um assédio em uma colega, mas isso ainda não havia servido de alerta. Sabe como é, "coisa de garoto". Mas peraí, gostar de mulher é uma coisa, ser tarado e desrespeitoso é outra. Sua família tinha consciência de sua personalidade, mas alegando falta de dinheiro (o que não é desculpa, devido aos serviços públicos) não tomou nenhuma atitude. Isso, porque eles não imaginavam que mesmo sendo estranho seu filho poderia guardar dentro de si algo muito maior do que eles supunham.

E quanto ao garoto que arrastou até a morte o garotinho João Hélio? E quanto ao homem que matou a garota em uma parada de ônibus em Viamão porque não ela não correspondia ao seu amor? Ou aquele de Quintão que, supostamente, matou a namorada? E tantos outros casos que a gente vê por aí na TV, lemos ou ouvimos falar? São notícias de estupro, incesto, pedofilia, loucura, suicídio, homicídio, agressividade e coisas mais leves até, mas que podem afetar muita gente.

Não são só mortes que os problemas de seu filho podem gerar, talvez seu filho não mate ninguém por ser estranho, mas pode fazer outras coisas (talvez menos graves, mas igualmente problemáticas) que você se quer imagina e então continua aí sentado, vivendo a sua vida sem tentar ajudá-lo, mesmo sabendo que ele precisa de ajuda.Talvez não sabendo como ajudá-lo. Comportamentos fora do comum são muitas vezes aceitos pelos pais sem que eles percebam que o problema pode se agravar. Seu filho(a) é quieto(a) demais? Não tem amigos? Nunca namorou? Não vai à festas? Não saí quase de casa? Vive fora de casa? Vive trancado dentro do quarto? Está sempre vestido de preto? Só escuta músicas tristes? Não fala com ninguém? Tem o temperamento muito agressivo? Tem dificuldade de se comunicar? Passa horas em frente ao computador, tv ou video-game? É cheio de segredos? É depressivo? Usa drogas? Tem desvio de conduta? É mal educado? É imaturo em relação à sua idade? São muitas coisas pra questionar, mas pais e mães vêm ao mundo pra isso, pra educar seus filhos, pra fiscalizá-los até e pra ajudá-los, acima de tudo. Para evitar que um "pequeno" problema vire uma bola de neve.

Muitos pais já sentiram vergonha pelos atos de seus filhos. Mas vergonha esses pais deviam ter não pelo seu filho ter feito o que fez, mas por eles não terem agido a tempo de isso não acontecer, mesmo sabendo que era possível. Portanto, pais, prestem mais atenção aos vossos filhos, por favor! Seus filhos também são filhos do mundo, mas a responsabilidade cabe a vocês e tem muita gente que pode ajudar.

5 comentários:

  1. Pois é.
    Quanta gente louca que tem nesse mundo, né?! Quando tu menos espera vem um magrão metendo bala na galera. Mas vale lembrar que não somos quem pode julgá-los. Pra agirem assim, alguma coisa foi corrompida antes. Mas...
    Vale o alerta - pessoas estranhas podem cometer atos inimagináveis. Me deu um alívio agora que tu não trabalha mais perto de mim... =) hahaha

    beijão

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  2. ÓTIMA a visão que tu teve sobre essa onde de tragédia que aconteceu numa época. É muito fácil dizer 'é normal nessa idade' para qualquer problema que esteja à vista... Só acrescento ao teu texto o seguinte (por experiências): 'filhos, prestem atenção aos seus pais', 'amigos, prestem atenção nos seus amigos'; 'professores, prestem atenção nos seus alunos'; 'vizinhos, prestem atenção nos seus vizinhos' e por aí vai. Sempre tem alguém perto da gente com problemas, daqueles enormes, que parecem sem solução. E SEMPRE tem alguém que pode, mas não quer, ajudar. Nem que seja dizendo 'quer conversar?'. Sabe, é clichê, mas pô, a gente tem uma preocupação gigante com ganhar tempo, aproveitar os minutos do dia em busca da felicidade (ou pelo menos de satisação) própria, em busca de um mundo melhor, que seja... que acaba esquecendo que perto de nós pode ter alguém sofrendo em silêncio, sabe? Alguém precisando colocar pra fora, extravasar. Na falta de alguém que ceda um minuto da atenção para tomar um café, contar uma angústia e depois rir de tudo, a angústia vira bola de neve e extravaza-se matando 32 pessoas e finalizando a tragédia com um suicídio. (Segue discurso jornalista/utópico: ) Nós, comunicadores, temos que nos dar conta que ouvir também pode ser utilidade pública, né?
    Bom, como anda a vida, dona Tássia? Vem um dia na Rádio Escuta tomar um cafezinho, nem que tu avise um dia que possa ir de manhã e eu dê um jeito de ir mais cedo, só pra gente se falar e eu saber se tu já morreu de saudade dos nossos rádios quebrados!! =p

    Beijos!

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  3. meu deus, olha o tamanho do meu comentário 0_o'

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  4. Mauro Castro06/05/2007 19:08

    tenho uma filhota, a Bruna (a menina dos meus olhos), procuro cuidar bem dela, mas a gente nunca sabe onde vai dar, essa é a verdade.
    Há braços!!

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  5. Cult nada!! É que bloquearam o Orkut, os assessores andam meio vagabundos, então eu fico fuçando em 8643796873 sites de tarde, hehehehe

    Beijossss!

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