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A culpa é dos ônibus!

Dia desses entrei no ônibus, que quase sempre está cheio pelas sete e pouco da manhã, e tinha um lugar vago. Sentei-me satisfeita, já que odeio ficar de pé, pois me dá um calor danado. Entretanto, minha satisfação durou pouco, uma vez que que, passado menos de dois minutos, comecei a sentir um pequeno desconforto naquele lugar. Me sentia espremida. Estava encasacada, o que já não me dava uma sensação muito boa e, ainda por cima, parecia que eu podia cair do banco a qualquer momento por estar com metade da minha bunda pra fora do banco. Percebi também que minhas tentaivas de tirar o livro da bolsa e lê-lo seriam frutradas, pois eu não conseguia mover o braço esquerdo e se mexesse o direito era bem capaz de eu me desequilibrar. Não entendeu ainda? Tudo bem, eu explico. Tinha um homem gordinho sentado ao meu lado, pra ser sincera ele era bem gordinho.

Então, um lugar no banco da frente folgou. Pensei: "Se eu passar pro banco da frente, vai ficar chato. O cara vai ver que eu tava me sentindo espremida e podia até achar que eu era preconceituosa". Mas, ao mesmo tempo eu pensei: "Se eu passar pro banco da frente, vou poder sentar na janela, o que já me dá uma grande vantagem se um gordinho se sentar do meu lado, pois é ele quem vai ficar com meia bunda pra fora do banco. Além do mais, eu posso dar aquele cochilo antes de chegar no trabalho, pois eu não vou ter que dá licença pra um gordinho sair". Vale lembrar que se um magrinho pedir licença é só jogar minhas pernas pro lado, já se um gordinho pede licença tu tem que se levantar do banco pra ele passar. Pensei, pensei, pensei e fui pro banco da frente, afinal, eu precisava cochilar e o gordinho podia me acordar a qualquer momento pra pedir a maldita licença.

Cena semelhante aconteceu ontem, quando me sentei ao lado de um gordinha, bem "inha". Dessa vez pensei um pouco menos e, em seguda, fui pra janela do banco do lado. Odeio preconceito e discriminação, tenho até nojo de gente que faz isso de propósito. Então que fique bem claro, que eu jamais me importaria de dividir um sofá com um gordinho! Decidi não ficar me culpando mais pelo que os gordinhos iram pensar do meu afastamento deles. Deus sabia que eu não tenho preconceito nenhum, exceto quanto à patis fúteis. Afinal, eu pago passagem e mereço o mínimo de conforto possível.

No fundo a culpa por aquela situação que podia parecer discriminação era das empresas de ônibus que não fazem bancos mais largos, pois são egoístas e não pensam nas pessoas. Será que até empresas de ônibus são guiadas pelo mundinho da moda onde tudo tem que ser magro ou gostoso!? Uma vez até rolou até um boato de que iam fazer nos bancos da frente uns mais largos para pessoas com sobrepeso e até agora nada! Então acho que a culpa realmente não é minha e espero que os gordinhos não me levem a mal!

Comentários

  1. Pois é. A gente não tem culpa se o lugar é pequeno. Nada contra os gordinhos. Nos Estados Unidos, eu acho que li sobre isso, há assentos mais largos em cinemas e teatros.

    Saudades

    Beijos!!

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  2. Se um dia tu sair do meu lado para sentar no banco da frente do ônibus, juro que nunca mais falo contigo!
    Ah, o status do blog é um serviço do weblogger, vê se não tem nas configurações do teu. Ou então, busca nesses sites d hacker aí que tu encontra tudo. Até vírus! hehehe

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Tu já passaste por três cursos: Jornalismo, Direito e Filosofia. Desististe dos dois primeiros seguindo firme com…