9 de out de 2007

Com o tempo...

No início era tudo lindo. Parecia até novela das oito. Eram beijos pra lá, beijos pra cá. Abraços, carinhos, flores, palavras doces, choro na hora da despedida, horas a fio no telefone, cartinhas de amor, declarações via torpedo, msn, orkut, e-mail. Os amigos diziam que era o casal perfeito de tanto que combinavam.

Ela, às vezes, fica lembrando, pensando em como era bom. Sentada ao lado dele, observa-o e lembra de como era diferente. E nem fazia tanto tempo assim, parecia que tinha sido ontem. Parecia até um conto de fadas que ela não queria que acabasse nunca. Ela lembra de cada cena que para ela foi especial. De cada reconciliação, de cada surpresa e de cada declaração. Ele, nem se lembra mais dos momentos que para ela foram marcantes.

Ah, como eram românticos. Típicos adolescentes apaixonados. Mas, com o tempo, a paixão foi sumindo e foi dando lugar a desentendimentos. Brigas que surgiram devido à descoberta de diferenças que antes passavam despercebidas. Antes, era aquela paixão que dava até dor de barriga só de estar pertinho, que dava arrepios e calafrios e que fazia a gente rir só de lembrar da pessoa amada. Mas, com o tempo, a paixão foi dando lugar ao amor.

Ela, não desistia de tentar recuperar a paixão que se desfazia. Tentava ao máximo lutar pelos carinhos e pelas palavras doces que foram esquecidas em algum canto escuro. Ele, nem se dava ao trabalho de fazer alguma surpresa que tanto a agradava. Ela, se esforçava ao máximo para recuperar a paixão que havia antes, mas não era retribuída. Mandava mensagens românticas, ele não respondia. Escrevia cartas, mal ele lia. Ligava para ouvir a voz dele, ele nem sempre entendia. Dizia que estava com saudades, ele dormia. Em certas noites frias, nem dormir na mesma cama ele dormia. E assim, aquele romance sumia.

Como tempo, até o amor foi sumindo, e foi dando lugar a uma amizade que, às vezes, pedia um pouco mais. Nem amizade era mais, pois já não trocavam mais confidências. Era mais como uma relação de irmãos, que uma hora dão risada um do outro e na hora seguinte já estão brigando.

Ela, ainda tenta recuperar o que se perdeu. Ele, não se esforça, já não faz tanta questão. O que restou ele nem se quer sabe, mas a acomodação deixou estar, e as lembranças boas já não são tão boas assim. O amor já não aquece feito o sol, ele está mais perto do frio do mar e das ondas que podem o levar.

Mas ela não desiste. E ele, nem sabe o que se passa na cabeça dela nesse instante.

Ps: Essa imagem fala mais que mil palavras...

2 comentários:

  1. Desculpa a falta de tempo pra ler. Só vim aqui pra te dar os parabéns. Te vi na ZH, repórter do Kzuka. Show de bola! Beijos

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  2. A Tássia, ops, quer dizer, 'ela', provando que é mais brasileira do que nunca, hein. E aposto que ele nem leu isso aqui. Se é que sabe que ela tem blog...

    beijos, tô de blog novo!

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