15 de nov de 2007

Trechos do livro de Gabriel García Márquez, Memória de minhas putas tristes, que mais me identifiquei.

"Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir ás minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado de alma e sim um signo do zodíaco."

Júlio César: "É impossível não acabar sendo do jeito que os outros acreditam que você é."

Pensamento que escrevi esses dias: "Quando não somos capazes de escrever nossa própria história, tendemos a querer fazer parte da história dos outros. E, na maioria das vezes, ela não é tão boa como seria a nossa se tivéssemos coragem e vontade de escrevê-la." Tássia Jaeger

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