18 de jan de 2008

Acreditando em MENTIRAS


Já faz tempo que eu descobri que todo mundo mente pra mim. Talvez minha carinha de boba, faça as pessoas pensarem que é fácil de me enganar. Mas quem se enganam são elas. Porque assim como faz tempo que descobri que todos me mentem, faz tempo que eu descobri que eu sei fingir que acredito. Não é tão complicado de entender quanto parece.

Nasci com um defeito: cara de tonta. Talvez até, com cara de cega e surda. Mas se eles pensam que me enganam, estão enganados. Descobri que assim como tenho cara de sonsa, tenho a astúcia de uma serpente, fico na espreita, só observando, até chegar a hora de dar o bote. Pois é, talvez esse bote esteja demorando, como muitas amigas me falam, mas é que sou perfeccionista e, por isso, preciso do bote perfeito. Porque se eu me precipitar, posso perder a razão, e como já perdi meu coração, só me resta a razão.

Mentiras são arremessadas de todos os lados: vêm da família, de amigos, de colegas de trabalho, de namorado, de inimigos e até de um qualquer. E eu devolvo com o silêncio, com o sinismo, com o fingimento. Mentira machuca, e o que pode ser uma simples mentira pra um dos lados, pode ser uma facada pelas costas pro outro. Mentira é traição, pois traição não é só a física, é a de confiança também. Uma mentira pra mim pode ser o rompimento de um laço qualquer.

Pelas mentiras que me contam, pelas mentiras que escuto as pessoas contarem pros outros, eu posso me tornar uma pessoa amarga. Posso decidir não acreditar em nada que me dizem, posso decidir não acreditar nas pessoas, nos jornais e nem mesmo no que eu escrevo. Posso decidir não me casar, não ter filhos e até a não confiar nos meus amigos. É por essas e outras que da noite pro dia posso acordar e decidir mudar tudo, chutar o balde e mudar minha vida e impedir que as pessoas a mudem como andam fazendo!

Em certas mentiras, eu finjo que acredito, mas sei que ao fazer isso, minto pra mim mesma. Se eu odeio mentiras como posso mentir pra mim?


"Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei

E quantas pedras me atiraram

Ou quantas atirei

Tanta farpa tanta mentira

Tanta falta do que dizer

Nem sempre é "so easy" se viver


Hoje eu não consigo mais me lembrar

De quantas janelas me atirei

E quanto rastro de incompreensão

Eu já deixei

Tantos bons quanto maus motivos

Tantas vezes desilusão

E quase nunca a vida é um balão" - Lulu Santos

6 comentários:

  1. Tiago Medina18/01/2008 22:29

    Tássia e seus textos bélicos...

    1- mentira realmente é uma merda. Chamar de mentiroso é a pior ofensa que alguém pode me fazer.
    2- que fique bem claro, eu nunca te menti. Acho que tu sabe disso, mas só pra confirmar.
    3- "posso perder a razão, e como já perdi meu coração, só me resta a razão" - que triste, isso.

    beijos

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  2. Tiago Medina18/01/2008 22:29

    Tássia e seus textos bélicos...

    1- mentira realmente é uma merda. Chamar de mentiroso é a pior ofensa que alguém pode me fazer.
    2- que fique bem claro, eu nunca te menti. Acho que tu sabe disso, mas só pra confirmar.
    3- "posso perder a razão, e como já perdi meu coração, só me resta a razão" - que triste, isso.

    beijos

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  3. Tiago Medina22/01/2008 18:22

    Tu que é desse jeito, dá uma lida nesse texto: http://pedrinha.wordpress.com/2008/01/17/homens/

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  4. Textos bélicos. É Tiago, boa definição.

    Todos mentimos. Às vezes é um ato de amor. Mentimos que gostamos de algo, de uma comida por exemplo, para não magoar quem a preparou. Não gostamos da tal comida, mas foi feito pra nos agradar, então mentimos. Para não magoar. Mas mentir pra iludir alguém ou trapacear é algo cruel.

    Saudades de ti, Tássia! Te adoro, beijos!!

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  5. Tiago Medina31/01/2008 20:11

    Desafio aceito! Pra quando?

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  6. Seja Bem vinda ao TDB.

    No Caçador de Pipas, o pai de Amir diz que mentir é roubar a verdade de alguém.
    E o único pecado do mundo é roubar.

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