14 de mai de 2008

No caminho inverso

Aqui no RS a lei funciona assim: 30% das vagas são reservadas para egressos de escolas públicas, sendo que destes 30, 15% devem ser negros. Acredito que a lei varie de estado para estado, portanto prefiro me ater apenas ao que conheço.

Eu sou contra as cotas, pois sei que é impossível definir raça em um país onde a miscigenação racial é tanta, a ponto de brancos terem antepassados negros e vice-versa. Além disso, a cota oficializa o racismo e a desigualdade social, já que o fato de estudar em escola pública e ser negro não significa necessariamente despreparo e pobreza. Eu estudava em uma e não sou tão vítima a ponto de dizer que sou pobre, já que eu trabalho e pago minha faculdade. E sei que se eu realmente quisesse, me esforçando, eu passaria na UFRGS. É mais fácil que concurso público e muita gente pobre e negra passa em concurso, certo? Realmente, há vantagem para quem tem estudos, mas as cotas não são uma vantagem pros "pobres" e negros e uma desvantagem pros "ricos" que agora tem menos vagas à sua disposição? Pergunto: deve haver uma diferenciação entre negros e brancos pobres? Isso não é...racismo? Estamos percorrendo a direção oposta para acabar com o racismo.

Daqui há alguns anos será mais difícil concorrer como cotista do que normalmente devido ao enorme número de pessoas que recorrerão às cotas. Um grande amigo meu passou na UFRGS pelas cotas por causa da pele, sendo que a pele dele é igual a minha, só que bem bronzeada já que ele é surfista. Minha melhor amiga é negra é acha ridícula a lei. Eu, por exemplo, sou neta de um índio Kaingang, tenho antepassados negros e europeus e minha pele é "moreninha", que nem a dos gêmeos da UnB. Há cotas pra índios também, será que não tenho uma chance? Acho que minha pele engana e a de muitos brasileiros também.
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Tam Tam Taram

Casamento, hoje em dia, é uma palava que passa longe do dicionário de muita gente. Dos jovens então, nem se fala. A nova geração anda preocupada demais consigo mesma pra pensar em se unir a outra pessoa que possa estragar ou modificar os seus planos futuros. A carreira profissional e a liberdade têm falado mais alto. O amor-próprio têm sido maior que o amor ao próximo e, por um lado, isso pode ser bom.

Eu, como a maioria das mulheres, acho o casamento uma cerimônia linda e sonho com essa data. Mas, acho que isso deve acontecer quando houver absoluta certeza e confiança no amor que um sente pelo outro, se é que isso é possível. O grande problema é que muita gente casa por amor e esse amor acaba prejudicando sua individualidade, pois a pessoa passa a viver a vida do outro esquecendo da sua e abdicando dos seus prazeres. Se esse processo já ocorre em um namoro, imagine então em um casamento. Acredito que essa seja a questão principal que leve muitos jovens a optarem por não casar. Eles querem ser livres. Não digo livres para ficarem com mais de uma pessoa ao mesmo tempo, mas livres para realizarem suas vontades sem uma corda que lhês dê um limite.

Uma relação exige um jogo de cintura muito grande e, por isso, acredito que o casamento só deve ocorrer quando o relacionamento for sólido o suficiente para entender que é necessária uma aceitação do outro pelo que ele é e não pelo que você o transformou ou tentou transformá-lo. Aceitação profissional também é muito importante. Portanto, se você não encontrou um chinelinho velho que tenha muitas afinidades e gostos em comum com você, é melhor pensar muito bem antes de tomar uma decisão tão importante.

Vendo por esse lado, eu, que às vezes sou meio careta, acredito que os jovens estão certos em adiar até onde puderem essa decisão. Pois o casamento é um contrato. E quebra de contrato dá a maior incomodação. Sendo assim, só feche o contrato se tiver certeza que o serviço vai ser conforme o que foi combinado anteriormente e se lhe der a garantia de satisfação a longo prazo.

6 comentários:

  1. Cotas: Eu também sou radicalmente contra! O problema não está na cor da pele, mais sim, na educação. Esse é um assunto que os governos não gostam, pois educação gera cultura, e povo culturado é um povo esclarecido; um povo esclarecido é um povo cidadão capaz de votar nas pessoas certas.
    Casamento: Você está certa quando diz que as pessoas buscam primeiro sua satisfação pessoal, e acho que isso está certo. Muitos casais se separam após um tempo, pois não se adaptão a situação. Casar é um outro rítmo de vida. Acredito que cada pessoa, antes de tomar tal decisão, tem de ter aproveitado a vida ao máximo e ter condições mínimas de viver juntos. Bjus.

    http://so-pensando.blogspot.com

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  2. Tb sou contra cotas, sou contra qualquer decisão do governo sem consentimento do povo. e tb quero casar ó, mas mais pela festa do que pelo noivo! :D

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  3. Também sou contra as cotas, como você disse, é só uma oficialização do racismo, é claro que o negro ingressou à sociedade muito depois do que os brancos, e essa idéia de cotas foi um consolo camuflado. E é o que eu sempre digo, quem quer consegue, quem não quer, sinto muito .
    E quanto ao casamento, eu quero ter uma vida financeira, estável, afinal, quanto custa uma festa de casamento ???? Hahahahahah, aquelas bem mão de vaca .

    Beijooooooos .

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Sou contra cotas e festa de casamento.
    Por outro lado, sou a favor de investimento na educação e uma MEGA VIAGEM pra comemorar o casamento xD
    Bjoooss!!

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  6. Tiago Medina23/05/2008 12:18

    Olha o que tu disseste: "cota oficializa o racismo e a desigualdade social".
    Se oficializa, é que já existe. Se já existe, deve ser combatido. Cotas, oa meu ver, fazem isso.
    Sou a favor delas, mas não desta forma como está. Gosto de cotas para escolas públicas, porque essas, na maioria, estão sem infra-estrutura necessária para "competir" com as privadas. Logo, o 'pobre' sai perdendo. Passar na Ufrgs é fácil, realmente. Arquivologia, biblioteconomia são umas barbadas, mas, e o cara que quiser fazer publicidade, direito e medicina - todas com médias altas, como que fica? Aí não é fácil pra ninguém.
    Deixa ele ter uma chance. Na boa mesmo, acho que nós - gente que pode pagar uma faculdade particular - não temos moral para nos colocarmos conrta cotas e sepultar assim o sonho (e até mesmo o futuro) de alguém menos abastado.
    No entanto, cobro. Já que eles entraram mais facilmente, defendo que as exigências sejam maiores, do tipo fazer a maioria das cadeiras e ir bem nelas. É um dever.

    beijo

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