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Mostrando postagens de Novembro, 2008

Em nome de Deus

"Toda religião é respeitável, quando sincera e conducente à prática do bem."
Allan Kardec
Dentre as várias frases que se encontram na cartilha "Diversidade Religiosa e Direitos Humanos", do Governo Federal, a citação acima é a mais sensata, ao meu ver. Todas as demais pregam que deve haver liberdade de crenças e culturas religiosas já que nosso país tem grande diversidade de credos. Entretanto, eu penso que Allan Kardec falou bem quando disse que toda crença é respeitável quando conducente à prática do bem. E eu acrescentaria um "somente" em frente ao "é respeitável".
Do meu ponto de vista, há crenças e cultos que desrespeitam a natureza, os animais e até os homens. Religiões que sacrificam animais à toa (não para alimento do homem, apenas para deixar jogado nas esquinas da cidade aos olhos de crianças, inclusive), religiões que tiram o dinheiro do povo em nome de Deus (logo Deus que nunca pediria nada em troca), religiões que se dizem as únicas …

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É muito difícil me autodescrever. Acredito que as pessoas que convivem comigo fariam isso com mais veracidade. Se eu pedir para meus pais me descreverem, terei parcialmente meu perfil. Se anexar à descrição deles, a dos meus amigos e a do meu namorado, terei outra parte. Afinal, se não fossem os outros, eu nunca teria me dado conta de que minha voz é irritante (nem me dou conta, mas aceito o fato) e de que falo demais (mesmo quando acho que os outros é que falam demais). Entretanto, talvez eles não me conheçam tão bem, já que nem eu sei quem sou ao certo. Mas todo mundo se vê de alguma maneira e eu me vejo como uma Metamorfose Ambulante. Isso porque eu gosto de dizer “o oposto do que eu disse antes”. Não só dizer. Eu gosto de ser o oposto do que fui antes e de fazer o oposto do que eu fiz antes. E acho que faço o certo, porque “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Acho que faço certo, porque “é chato chegar a um objetivo num in…

O Beijo que não aconteceu

Se não me falha a memória, o dia, a hora e o local do meu 1º beijo, foram os mesmos de mais três pessoas. Eu morava numa cidade do interior do Rio Grande do Sul, Redentora (vide mapa). Era meu aniversário de 11 pra 12 anos. Comemorei junto com uma amiga. Meu aniversário seria dia 30 de março e a festa foi dia 20, portanto, eu tinha 11 anos ainda. (Precoce não? E ainda por cima falam da juventude de hoje!). Nesse dia, minha amiga daria o primeiro beijo num menino que ela gostava e eu daria o primeiro beijo naquele que, na época, eu achava que gostava. Dizem as más línguas que eles também estariam dando seus primeiros beijos. No encontramos num terreno ao lado da casa da minha amiga e lá aconteceram os beijos. Não posso falar pelo casal de amigos, mas o meu foi horrível. Nem em novela o beijo era tão técnico. Onde estava a língua do guri? Minha língua estava num vazio, numa busca ensadecida pela companheira desaparecida naquele túnel! Até gosto ficou ruim na minha boca. Me lembro que vo…

Telefone

Como conseguem as secretárias atender ao telefone todos os dias sorrindo, quando eu só quero chorar quando ele toca? (E ele não para de tocar nunca!) Como, ainda por cima, existe faculdade de secretariado?

Textos pra Capricho (2 em 1 again)

Ser você mesma também é sexy! Tem festa hoje. Ela tem que ir vestida para matar, afinal, o cara que ela está a fim vai estar lá. Que cor usar? Vermelho? Ótima escolha. Entretanto, se ela não aliar à cor, estilo, não rola. Vermelho é pra quem pode e sabe usar. Não basta pensar só na cor, tem que pensar no conjunto. Eu não aposto só nas cores, mas na mistura delas ou de estilos e, mais ainda, procuro usar roupas com as quais eu me sinta bem. Em festas procuro usar peças distintas que me dêem um visual descolado e, ao mesmo tempo, confortável. Nada de ficar puxando saia, pisando em ovos ou arrumando o sutiã. No dia-a-dia, quando estou inspirada (raramente), coloco um lápis no olho, solto o cabelo e boto peças confortáveis. Você tem que sentir bem, pois se você não está de bem consigo, os outros não vão te olhar. Tenho provas consistentes sobre isso. Descobri que guris ficaram a fim de mim ao me ver jogando futebol, acabada no fim de uma festa ou até quando eu estava bem cafoninha. E, acre…

"E digo que não me preocupo (...), mas que todo mundo vê, que é ciúme (...) de você"

A palavra ciúmes pode aparecer em três descrições: ciúmes doentio (patológico até), ciúmes normal e ausência de ciúmes. Nem é preciso dizer que o ciúmes normal é o melhor. E que o ciúmes doentio faz mal tanto pra quem tem ciúmes como pra quem sofre dele. Mas e a falta de ciúmes? Também faz mal, pois a pessoa que não "sofre" com um(a) companheiro(a) ciumento(a) pode pensar que não é amada o suficiente. "Ah, se ele não tem ciúmes de mim é porque não me acha bonita, acha que ninguém vai me olhar". "Se ela não tem ciúmes de mim é porque tem outro". Como tudo na vida deve haver equilibrio. Essa história de que quem ama não tem ciúmes é muito bonita, mas será que existe, será que não há disfarce? E a falta de ciúmes? Parece desinteresse, às vezes, pelo menos pra mim.