12 de dez de 2008

Words are all I have

Quando falo, sou uma. Quando escrevo, sou outra. Quando falo sou mais enérgica, espontânea, às vezes, irracional. Penso e falo ao mesmo tempo, não meço palavras. Com certas frases, causo danos irreversíveis. Passo dos limites (mas quais são os limites?). Quando escrevo sou mais intensa, profunda, consciente, madura, sensata até. Talvez uma versão melhorada do “eu tagarela”. Mas como metamorfose ambulante que sou, em alguns momentos, meu eu escrevendo e meu eu falando trocam de papéis e ao expor meu ponto de vista até o papel treme com tamanha astúcia, enquanto a pessoa com quem falo se surpreende com minha fala mansa tão rara. Sou autêntica das duas formas, mas sempre de formas diferentes. Você não me entende? Eu então, muito menos. Escrevo e falo pra me autocompreender, espero que compreendas.

Ao menos sei que a escrita me oferece vantagens em relação à fala. Quando falo nem sempre posso voltar atrás. Olho no olho é difícil, pode causar vermelhidão e gagueira. Quando escrevo posso. Apago, risco, deleto. Posso pensar com calma e então me expressar melhor. Sou transparente, sincera e verdadeira, de ambas formas, mas melhor compreendida quando lida. De tanto escrever comecei a falar melhor. Minha escrita me deu mais coragem para falar sem rodeios, cuidando sempre pra não ferir a quem quero bem. Mesmo assim sou mais corajosa escrevendo. O papel não me responde, não concorda nem discorda de mim. Diante de seu silêncio, posso falar o que eu bem entender sem medo de represálias ou mal entendidos. Você não me entende? Eu então, muito menos. Escrevo e falo pra me autocompreender, espero que compreendas
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10 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Muito gostoso de ler o teu texto, não é cheio de rodeios, como tu mesma falou, não tem palavras que se repetem e se repetem sem parar.

    Beijos.
    Já deu um abraço hoje?

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  3. Também sou assim, e a escrita me ajudoou muito com a timidez =D
    Taassia, tenta ver no seu lixo eletrônico, ou vai lá na comunidade do TDB, sempre postam as pautas lá, vai ver que é problema com seu servidor, não sei .

    Beeeeijos

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  4. Também sou assim, e a escrita me ajudoou muito com a timidez =D
    Taassia, tenta ver no seu lixo eletrônico, ou vai lá na comunidade do TDB, sempre postam as pautas lá, vai ver que é problema com seu servidor, não sei .

    Beeeeijos

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Compreendo. Amo escrever e preciso disso pra continuar me entendendo. Se não fosse pela possibilidade de prender num papel minhas idéias eu não sei como eu estaria hoje.

    Seu post sobre o Mário Quintana ficou maravilhoso!! De verdade, os textos dele são uma delícia!
    ^^

    ;***

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  8. Não sou entendo como compreendo! Escrever liberta, relaxa, aprimora, enfim... Dentro da escrita, podemos ser Deus ou Diabo, sansionar ou discordar, obedecer ou fazer algazarra, tudo enfim! Falar aproxima, escrever espande! (...). Bjus.

    http://so-pensando.blogspot.com

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  9. Eu escrevo pouco, mas falo pelos cotovelos.
    Há braços!!

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  10. Escrever pra mim é um desabafo. Há coisas que nunca ninguém lerá, são só minhas. Com o passar do tempo rasgo, apago, modifico...
    E tem mais, certas coisas a gente não precisa guardar, mas também, ninguém precisa saber!

    Escrevo cartas pra mim mesma... é loucura, mas funciona.

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