27 de jun de 2009

Mais que educação, inspiração.

Tive ótimos professores no colégio, assim como na faculdade. Alguns foram de extrema importância pro meu crescimento pessoal, outros pro profissional, mas um, em especial, me marcou pelo amor e dedicação àquilo que faz e me inspira até hoje, pois fez com que suas paixões virassem as minhas também.
Eu explico. No segundo ano do Ensino Médio do colégio Americano, tive o privilégio de ser aluna do professor Ramiro, ou Ramirão, como foi apelidado por nós no terceiro ano. Ele nos ensinava Literatura e História. Nas aulas de Literatura ele fechava a porta e, talvez quebrando o protocolo da escola, recitava, caminhando pela sala, poemas de grandes autores que provavelmente não eram recitados em outras escolas por serem mais... picantes. Ótima estratégia pra ganhar a atenção dos alunos e despertar nosso interesse por Literatura, coisa tão difícil hoje em dia. Depois de ler os textos, ele ainda os relacionava ao contexto histórico no qual estavam inseridos. Dizia em que período foram escritos e que ligação tinham com os movimentos sociais e políticos do Brasil e do mundo. E pra nos deixar mais em transe ainda, pegava seu violão (tinha uma voz linda, estilo bossa nova, e tocava divinamente, além de ser o colírio das gurias) e cantava músicas que remetiam ao período. Talvez por ser professor de História, ele sempre conseguia ligar Literatura e Música a ela. Fascinante! Me apaixonei pelas três. Minha curiosidade por músicas antigas, clássicos e períodos históricos são as grandes paixões que tenho e que procuro saciar no meu tempo livre. Nunca vou me esquecer dele sentado na mesa fazendo a turma cantar com ele "vem, vamos embora, esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer...
A partir dali passei a admirar cada vez mais os professores dedicados e que amam o que fazem. Ele não só amava lecionar, como amava a arte, a poesia, a literatura, a história e a vida. Ele tinha paixão pelo que fazia. Dia desses vi ele no Parque da Redenção caminhando, ele não me viu e, se visse talvez não reconhecesse, mas naquele momento me deu uma saudade e uma nostalgia, pois ali estava ele, "caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento..."

2 comentários:

  1. Sempre me diseram que devemos escolher bem o que queremos fazer da vida,pra que possamos fazer com amor,e quem sabe fazer essa boa escolha sempre se torna um profissão adorado,como é o exemplo desse seu professor e muitos outros profissionais por ai!

    gosteii muitooo

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  2. Professor, pra mim, é a palavra mais bonita da língua portuguesa. Um elogio e tanto.
    Na dedicação da minha mono, escrevi o seguinte antes do último parágrafo:
    "A todos aqueles que, com admiração, já pude chamar de professor."

    beijo

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