5 de set de 2009

Auto baixa, Auto alta.

Falar de autoestima é complicado. Isso porque significa falar de sí. E, sabem como é, autojulgamento pode ser tendencioso. Mesmo assim acho mais leal do que o julgamento alheio e, por isso, lá vou eu falar de mim outra vez.

A minha autoestima depende exclusivamente do meu humor. Isso mesmo. Vou tentar explicar exemplificando com duas cenas corriqueiras da minha vida. Ontem acordei extremamente exausta (como quase sempre), devido ao excessivo esforço físico e mental que desempenhei no dia anterior. Sendo assim, antes de levantar, enrolei 10 minutos na cama, o que consequentemente diminuiu o tempo que eu poderia dedicar ao café e à minha produção pessoal. Lembrei que só iria trabalhar e mais nada; não tinha aula depois e nem iria a qualquer outro lugar por onde costumo andar mais apresentável. Mais um motivo pra ficar mal humorada. Assim, coloquei meus tênis mais podres (sempre boto os tênis mais podres quando tô de saco cheio), minha jeans mais surrada e meu blusão mais cheio de bolinhas e encardido, e fui trabalhar. Óbvio que passei o dia me sentindo horrível e mantendo distância de espelhos ou vidros que me refletissem. Provavelmente meu cabelo devia estar preso ou sem cachos. Geralmente é assim que ficam nesses dias em que estou azeda.

Hoje, entretanto, acordei mais bem disposta. Ontem também dormi tarde, mas isso porque estava desfrutando do prazer de uma boa leitura esperando o sono chegar. Acordando bem humorada, escolhi uma roupa mais legalzinha no armário, ajeitei os cabelos soltos e cacheados (eles acordam de bom humor quando estou bem também), e até passei rímel nos olhos. Claro que a minha dedicação também se deveu ao fato de eu ter outros compromissos ao longo do dia como curso, faculdade e passeio. E adivinhem só como eu me senti durante o dia? Maravilhosa! (tá, tá... menos, nem tanto).

Disso tudo se pode tirar duas conclusões. A primeira é a de que quando estou bem humorada, o que sempre acontece quando sei que meu dia vai ser agradável, me sinto bem. E isso está estrimamente ligado ao fato de eu me vestir bem. Retomando: se o dia vai ser bom, fico de bom humor e me dedico um pouco mais a minha imagem. Ou seja, humor + dia agradável + roupa decente = autoestima alta!

Falando um pouquinho mais sério agora, uma coisa é importante observar. A autoestima é bem mais do que o simples fato de estar se sentindo bem aparentemente. Ela significa sentir-se bem. Duas frases minha que gosto muito e que estão num blog novo que escrevo (http://www.tresjeitos.blogspot.com/) explicam bem o que quero dizer: "Os bens não me movem, e sim o estar bem". & "A felicidade está dentro." Ou seja, autoestima alta é estar bem por fora e por dentro. Eu, por exemplo, nem sempre estou bem por fora devido a tudo que expliquei em cima; mas por dentro estou quase sempre ótima. Me autocompleto. Sou minha alma gêmea. Gosto do que penso, do que quero, do que gosto. Não agrado a muitos, mas agrado a mim mesma. E se autoagradar é o mais importante. Já diz o ditado "se eu não me amar, quem amará?"

3 comentários:

  1. Concordo contigo, guria. Tem mais é que se gostar. Agora uma observação: essa fonte branca sobre o fundo preto me castiga os olhos cansados por 46 anos de leituras...
    Há braços!!

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  2. Para gostar dos outros, temos que nos gostar e sabedores e senhores absolutos de nós mesmos. Bjus.

    http://contesta-acao.blogspot.com

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  3. Gostei do texto, apesar de não ter autoestima, HDUAHDUAHUDHA. Nem sei onde ela foi parar.

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