Pular para o conteúdo principal

Moda como forma de expressão

Há muita coisa pra se falar sobre moda, e por isso, pra não cansar, vou fazer grandes posts sobre o assunto aqui no blog de vez em quando. Isso porque andei lendo bastante sobre o assunto nos últimos dias e, consequentemente, me interessando pelo que pesquisei. É que estou produzindo uma matéria de telejornal sobre moda e farei a cobertura de alguns desfiles do Donna Fashion Iguatemi como novata. Assim, postarei aqui um pouco sobre moda como forma de expressão (hoje), história da moda, história de alguns produtos consagrados e alguma curiosidades. Mas já vou avisando que o que me interessa na moda é o lado histórico-sociológico, a ligação da moda com a história da sociedade, entendem?! Mas se quiserem saber mais sobre o outro lado da moda, com dicas de looks de quem entende, no fim do texto vai o link do blog de uma amiga que tem gabarito pra falar sobre isso, pois é estilosa e sabe o que rola ou não na hora de se vestir, coisas que eu não sei porque visto o que tenho no armário fazendo o que posso pra apenas me sentir bem...rsrsrs. Mas vamos lá! Boa viagem!!!
Quando se fala em moda, há quem faça cara feia, pois a palavra muitas vezes é relacionada à futilidade. Mas será futilidade mesmo? Em muitos casos sim, mas se pesquisarmos um pouco da história da sociedade ligada à moda, desde décadas passadas até a atualidade, veremos que ela supera essa adjetivação tão mesquinha. A moda já foi ditada pelos nobres, pelos burgueses, pelo pessoal da cultura e da contracultura dos anos 60, pelas diversas tribos dos anos 80 e hoje é ditada pelos indíviduos. Hoje, a moda vem mais de fora pra dentro, ou seja, vem mais da rua para as vitrines do que o contrário. (Mas o resgate histórico fica pro próximo post, ok?).

Mas não é só a questão do ditar a moda que nos interessa aqui, e sim sua função. A moda antigamente servia como forma de diferenciação, seja por grupos, tribos ou defesa de uma causa. E ainda funciona assim até hoje. E é justamente a isso que vamos nos ater aqui.
Muitas pessoas ainda se vestem de alguma forma para fazerem parte de uma tribo (emos, punks, hippies, esportistas e por aí vai), para defender uma idéia/ideologia (geralmente pessoas mais despojadas - cujas camisetas vem estampadas com ícones que elas admiram devido ao histórico em defesa de alguma causa -, e propositalmente mal arrumadas para demonstrar indiferença ao mundo da moda e ao capitalismo), ou simplesmente para condizerem com seu estado de espírito (se o dia é de sol e a pessoa está de bom humor, veste roupas bem coloridas; se o dia está nublado e ela está mal humorada, veste um pretinho básico).


O que vale ressaltar aqui, é que até aquelas pessoas que se vestem de uma maneira aparentemente despropositada visando demonstrar indiferença frente à moda, na verdade estão seguindo um estilo e podem até ditar uma nova tendência. Isso quer dizer que mesmo que elas digam que não ligam pra moda fazem parte dela, seja se tornando uma referência/fonte de inspiração, seja ditando inconscientemente moda ou expressando seu ser. Então não adianta sair de tênis rasgado, jaqueta de couro, mini-saia e meia calça achando que ninguém vai te copiar por ser totalmente cafona ou fora de moda. Cuidado, você pode se surpreender nas semanas de moda.
O que importa é que moda e expressão têm tuuudo a ver. Isso porque diariamente (quando possível) expressamos com o que vestimos o que somos, com quem queremos parecer ou como queremos aparecer. Também podemos nos vestir de uma maneira sem sermos exatamente aquilo que parecemos. A moda permite que enganemos o outro. Mas com certeza ela é muito mais válida quando expressa exatamente o que somos fazendo com que assim nos sintamos beeem melhores. Pra isso, bastam autoconhecimento profundo - que podemos ir descobrindo aos poucos -, olho - pra identificar aquilo que combina com a gente - e bem estar.

Moda é atitude, personalidade, protesto, ponto de vista, identidade.

As formas de expressar são várias. As cores, por exemplo, são as primeiras a chamarem a atenção e mostram o estado de espírito da pessoa; os decotes demonstram o desejo de seduzir; os tecidos rasgados passam a idéia de desleixo.


Essas concepções começaram com a crição de estereótipos, muitas vezes criados pelo cinema e pela TV. Por exemplo, o mau era o gordo feio que vestia preto; a moçinha era a magra bonita que usava cores claras; a mulher fatal usava muito vermelho e preto e quase nada de roupa... Assim, decotes, mini-saias, a cor vermelha, transparências e salto alto remetem à idéia de sensualidade; o preto indica luto ou revolta; o branco pureza e paz, e as cores vivas alegria e vivacidade. Além de que as grifes apontam o padrão de vida do individuo. Enfim...Tudo isso é moda ditada de alguma maneira (nesse caso Cinema) se tornando forma de expressão.
Mas, apesar das influências, a moda é uma forma livre de se auto-representar e, por isso mesmo, em um tempo em que a valorização da individualidade e da personificação é tão grande, ela se faz tão importante.
Blog da Manu Pereira (moda) - www.jornalistalsd.blogspot.com

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O tempo passa, o tempo voa...

"Não deixe nada pra depois, não deixe o tempo passar. Não deixe nada pra semana que vem, porque semana que vem, pode nem chegar." A Pitty falou tudo né? Quem sabe o dia de amanhã? Deus? Talvez. Não sou exemplo de organização, mas sempre procuro diminuir ao máximo minhas pendências. Só durmo se estou caindo de sono mesmo. Pois se ainda sou capaz de pensar, ainda sou capaz de fazer o que tenho pra fazer. As olheiras que se danem. Nem as disfarço (tenho preguiça).

Carrego sempre comigo um bloquinho de notas (cafonérrimo, a propósito). Nele vão tarefas que tenho que cumprir, trabalhos a fazer, lembretes, dicas de filmes e livros que recebo e, acima de tudo, idéias, muitas idéias. Deixar pra depois faz com que eu fique sobrecarregada, me estresse e acabe desistindo de muitas coisas. Por isso, me dedico muito aos meus "deveres" que eu mesma me imponho e vou riscando eles do bloquinho conforme vou cumprindo-os. Posso ter preguiça de lavar louça, mas meus textos, trabalhos …

Textos para Capricho (2 em 1)

Moda verão...qual a tendência de corpo pra próxima estação?O verão vem chegando e a as academias vão superlotando. Dois meses antes de ir pra praia, guris e gurias vão em busca do corpo perfeito. Meio difícil, pois o corpo perfeito não se atinge em dois meses e, às vezes, nem em anos. Talvez com muito silicone, suplemento, musculação e principalmente dedicação, mas não da noite pro dia. Isso se a moda for ser bombado (a) ou saradérrimo(a), é claro.Cuidado, o conceito de corpo perfeito varia em média a cada cinco anos. Não é só roupa que vira tendência, corpo também. Que tal se um ano após colocar seu silicone a moda vira seios pequenos, como nos tempos em que Cláudia Raia, Adriane Galisteu e Carolina Ferraz eram as tops? Nada muito improvável, afinal, no ano das mulheres samambaias, frutas e por aí vai, gostosas como Juliana Paes e Débora Secco estão investindo na próxima tendência: ser magérrima. Atualmente, estão pesando em torno de 47, 50 quilos. Corpo e moda tem tudo a ver. Ningué…

Entrevista: Carol Teixeira

LOUCA PELA VIDA
“Pessoas mesmo são os loucos, os que são loucos por viver, loucos por falar, loucos por serem salvos (...)”. Essa é uma parte de um poema de Jack Kerouac que Carol Teixeira tem estampado na parede de sua sala. É outra maneira que Carol encontrou de transbordar, como se não bastassem as frases tatuadas em seu corpo, escritas em seu blog e em seus livros. Carol é assim, transparente. Seu corpo, seu jeito, sua casa, seus livros, tudo é ela. A escritora e filósofa de 28 anos é autora dos livros “De Abismos e Vertigens” e “Verdades & Mentiras”. É colunista da Cool Magazine e dos sites http://www.lpm.com.br/ e http://www.queb.com.br/ e editora da nova Revista do Beco. Já escreveu peças de teatro, fez programas de rádio, participou de um reallity show, viajou pelo mundo, foi dona de bar, ama a noite, Nietzche, Caio Fernando Abreu, Fred e, acima de tudo, a vida.
Tu já passaste por três cursos: Jornalismo, Direito e Filosofia. Desististe dos dois primeiros seguindo firme com…