26 de set de 2009

Moda como forma de expressão

Há muita coisa pra se falar sobre moda, e por isso, pra não cansar, vou fazer grandes posts sobre o assunto aqui no blog de vez em quando. Isso porque andei lendo bastante sobre o assunto nos últimos dias e, consequentemente, me interessando pelo que pesquisei. É que estou produzindo uma matéria de telejornal sobre moda e farei a cobertura de alguns desfiles do Donna Fashion Iguatemi como novata. Assim, postarei aqui um pouco sobre moda como forma de expressão (hoje), história da moda, história de alguns produtos consagrados e alguma curiosidades. Mas já vou avisando que o que me interessa na moda é o lado histórico-sociológico, a ligação da moda com a história da sociedade, entendem?! Mas se quiserem saber mais sobre o outro lado da moda, com dicas de looks de quem entende, no fim do texto vai o link do blog de uma amiga que tem gabarito pra falar sobre isso, pois é estilosa e sabe o que rola ou não na hora de se vestir, coisas que eu não sei porque visto o que tenho no armário fazendo o que posso pra apenas me sentir bem...rsrsrs. Mas vamos lá! Boa viagem!!!
Quando se fala em moda, há quem faça cara feia, pois a palavra muitas vezes é relacionada à futilidade. Mas será futilidade mesmo? Em muitos casos sim, mas se pesquisarmos um pouco da história da sociedade ligada à moda, desde décadas passadas até a atualidade, veremos que ela supera essa adjetivação tão mesquinha. A moda já foi ditada pelos nobres, pelos burgueses, pelo pessoal da cultura e da contracultura dos anos 60, pelas diversas tribos dos anos 80 e hoje é ditada pelos indíviduos. Hoje, a moda vem mais de fora pra dentro, ou seja, vem mais da rua para as vitrines do que o contrário. (Mas o resgate histórico fica pro próximo post, ok?).

Mas não é só a questão do ditar a moda que nos interessa aqui, e sim sua função. A moda antigamente servia como forma de diferenciação, seja por grupos, tribos ou defesa de uma causa. E ainda funciona assim até hoje. E é justamente a isso que vamos nos ater aqui.
Muitas pessoas ainda se vestem de alguma forma para fazerem parte de uma tribo (emos, punks, hippies, esportistas e por aí vai), para defender uma idéia/ideologia (geralmente pessoas mais despojadas - cujas camisetas vem estampadas com ícones que elas admiram devido ao histórico em defesa de alguma causa -, e propositalmente mal arrumadas para demonstrar indiferença ao mundo da moda e ao capitalismo), ou simplesmente para condizerem com seu estado de espírito (se o dia é de sol e a pessoa está de bom humor, veste roupas bem coloridas; se o dia está nublado e ela está mal humorada, veste um pretinho básico).


O que vale ressaltar aqui, é que até aquelas pessoas que se vestem de uma maneira aparentemente despropositada visando demonstrar indiferença frente à moda, na verdade estão seguindo um estilo e podem até ditar uma nova tendência. Isso quer dizer que mesmo que elas digam que não ligam pra moda fazem parte dela, seja se tornando uma referência/fonte de inspiração, seja ditando inconscientemente moda ou expressando seu ser. Então não adianta sair de tênis rasgado, jaqueta de couro, mini-saia e meia calça achando que ninguém vai te copiar por ser totalmente cafona ou fora de moda. Cuidado, você pode se surpreender nas semanas de moda.
O que importa é que moda e expressão têm tuuudo a ver. Isso porque diariamente (quando possível) expressamos com o que vestimos o que somos, com quem queremos parecer ou como queremos aparecer. Também podemos nos vestir de uma maneira sem sermos exatamente aquilo que parecemos. A moda permite que enganemos o outro. Mas com certeza ela é muito mais válida quando expressa exatamente o que somos fazendo com que assim nos sintamos beeem melhores. Pra isso, bastam autoconhecimento profundo - que podemos ir descobrindo aos poucos -, olho - pra identificar aquilo que combina com a gente - e bem estar.

Moda é atitude, personalidade, protesto, ponto de vista, identidade.

As formas de expressar são várias. As cores, por exemplo, são as primeiras a chamarem a atenção e mostram o estado de espírito da pessoa; os decotes demonstram o desejo de seduzir; os tecidos rasgados passam a idéia de desleixo.


Essas concepções começaram com a crição de estereótipos, muitas vezes criados pelo cinema e pela TV. Por exemplo, o mau era o gordo feio que vestia preto; a moçinha era a magra bonita que usava cores claras; a mulher fatal usava muito vermelho e preto e quase nada de roupa... Assim, decotes, mini-saias, a cor vermelha, transparências e salto alto remetem à idéia de sensualidade; o preto indica luto ou revolta; o branco pureza e paz, e as cores vivas alegria e vivacidade. Além de que as grifes apontam o padrão de vida do individuo. Enfim...Tudo isso é moda ditada de alguma maneira (nesse caso Cinema) se tornando forma de expressão.
Mas, apesar das influências, a moda é uma forma livre de se auto-representar e, por isso mesmo, em um tempo em que a valorização da individualidade e da personificação é tão grande, ela se faz tão importante.
Blog da Manu Pereira (moda) - www.jornalistalsd.blogspot.com

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