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Mostrando postagens de Novembro, 2009

Tiete X Fã

Não sei se as minhas definições estão certas, mas, pra mim, tiete é uma coisa e é outra. Ao meu ver, tiete é praticamente sinônimo de chato, inconveniente e desocupado. Já é alguém que aprecia o trabalho alheio se utilizando dele como fonte de inspiração ou lazer. Os fãs sim devem existir, e aos montes, pois sem eles os artistas não teriam seu trabalho reconhecido e valorizado, e nem seu ego seria inflado. Os tietes, por sua vez, podem entrar em extinção que ninguém fará campanhas pra sua preservação. Eles são totalmente desnecessários. Enchem a vida dos artistas até estes posarem de antipáticos por cansarem de sorrir.

Artista que se preze gosta de ser admirado pelo seu trabalho, e pra isso basta receber elogios. Não precisam de apertões, arranhões, roupas rasgadas, gritos ou a perda total da sua privacidade. Claro que os artistas que nem merecem essa nomenclatura ou as celebridades instantâneas devem amar tietes né, mas vamos esquecer que existe esse lixo na mídia por um insta…

De mãos dadas com a Nova Literatura

Juntos há dois anos e oito meses, Jana Lauxen e Afobório, além do amor que sentem um pelo outro, tem mais um amor em comum: o amor pela literatura. Ambos fazem parte da nova geração de escritores gaúchos oriunda da Internet. Jana é autora do livro Uma Carta por BenjaminCafé Espacial, de São Paulo, e do Jornal Vaia, de Porto Alegre, editora da revista virtual 3:AM Magazine Brasil - versão brasileira do site inglês 3:AM Magazine - e também uma das idealizadoras do projeto já desativado E-Blogue.com, cujo objetivo era revelar talentos da Internet. Também é organizadora, ao lado do escritor Frodo Oliveira, da coletânea de contos policiais Assassinos S/A (Ed. Multifoco), que já está em seu segundo volume. Já Afobório, pseudônimo de Alexandre Durigon, lança ainda esse ano seu primeiro livro solo pela Multifoco, Livre para ser preso. Afobório também escrevia no E-blogue e, atualmente, pode ser lido no Beco do Crime, no jornal O Caiobá, no 3:AM Magazine Brasil e no Blog Cabeças Cortadas. Ambo…

Pílulas de reflexão

Sobre Livros
Monteiro Lobato: "Um país se faz com homens e livros."

Mário Quintana: "O livro não muda o mundo. Quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas."

Thomaz A. Kempis: "Procurei por todos os meios adquirir a paz do coração, encontrei-a somente na solidão levando um livro comigo."

Montesquier: "O amor aos livros capacita o homem a transformar momentos de tédio em momentos de prazer."

Jorge Luis Borges: "Sempre imaginei o paraíso com uma grande biblioteca."

Mário Quintana: "O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado."

Fonte: Livro S. Excelência O Livro, de Osorio Santana Figueiredo

Pílulas de reflexão

Sobre Caio F. Assisti umas quatro vezes nessa semana a um documentário (ou melhor, uma entrevista de 40 minutos) de 1994 com o Caio Fernando Abreu e amei. Pra começar, o cara vestia uma camiseta maravilhosa com a pergunta "Why to be NORMAL?" que dispensa maiores divagações e que eu queria muito ter no meu armário. Falou sobre seu processo criativo, sobre literatura num país onde se precisa de feijão e não de escritores, sobre saúde pública e HIV e sobre ele. Além de ter uma visão da sociedade contemporânea super atual, ele é capaz de te prender absurdamente, a ponto de ficar que nem eu, querendo ver e ouvir várias vezes suas sábias palavras que parecem ser esculpidas. Uma parte interessante do relato é quando ele fala que queria muito escrever sobre vampiros "talvez porque os vampiros sejam uma espécie de anjos do avesso". Lindo não?
Ainda sobre vampiros, falou: "Na vida real existem muitas pessoas vampiras que só tiram a energia dos outros. É preciso tomar cuida…

Cidade bem informada

A cidade onde ele morava tinha pouco mais de mil habitantes. A praça era a vida do lugar. Mateada, pique-esconde, bate-papo, desfile, baile. Tudo ali, numa quadra só, onde até a falta de atrações atraía frequentadores. Fosse dia ou noite, bastava o tempo estar bom pro povo ir pra lá. Enquanto isso, as tevês de suas casas permaneciam desligadas, ainda mais na hora do telejornal, programa totalmente dispensável devido às informações que não lhes serviriam pra nada. Ah, nada como um bom chimarrão pra acompanhar as tantas novidades daquela cidade que aos olhos dos outros era tão monótona. Informações vindas de fontes seguras como a cunhada da moça que abortou o filho do primo, a amante do marido da costureira que foi expulso de casa e o vizinho do doutor que se mudou pra cidade com a esposa dondoca que dava em cima do dono do restaurante que era ex-marido da costureira e primo da moça que abortou. Ah, quantos e quão bons eram os causos ignorados pelos jornalecos regionais e nacionais. Tão…

Tem gente nova nesta Praça

Matéria Publicada no Correio do Povo dia 15/11/2009, no Caderno da Feira, em virtude da Oficina de Jornalismo.

Emancipada, descolada, sincronizada com o universo digital e sem frescura. É assim que o escritor e jornalista Fabrício Carpinejar, 37 anos, descreve a nova geração de autores gaúchos, da qual também fazem parte nomes como Carol Bensimon, Marcelo Spalding, Daniel Galera, Daniel Pelizzari, Altair Martins e Paulo Scott. Uma turma nascida entre os anos 70 e 80 que usa e abusa da Internet para se promover.

Juliane Chaves, 19 anos, estudante, é uma das provas de que o uso do meio digital pode ser uma boa alternativa na hora de conquistar os leitores. Conheceu Carpinejar ao ler um poema dele na Internet. Ficou encantada. A partir dali, passou a lê-lo virtualmente. A designer de 31 anos, Daniela Langer, vê a Web como um espaço democrático, rápido e sem filtros, sendo propício, se bem explorado, para divulgar literatura. Apesar de certo preconceito aos escritores-blogueiros, Carpinejar…

Ponto pro Maurício!

Maurício de Souza, mais uma vez, mostra que está preocupado com a igualdade social. Já colocou nos seus quadrinhos um cadeirante, um deficiente visual e agora põe um homossexual, o Caio, melhor amigo da Tina.

Tá rolando o maior bafafá por causa disso e eu ainda tô tentando entender o porquê. Acho que o Maurício foi bem claro ao explicar que o personagem faz parte da revista Tina, que é voltada ao público jovem-adulto, e não da revista A Turma da Mônica, que é pras crianças. Se algum pai não se agrada da ideia de que o filho leia a revista (vai que a criança queira essa e não a destinada à sua idade) é só não comprar, pois, pelo que eu saiba, quem paga pelas revistinhas não são os pequenos, né?!

Eu, particularmente, achei super conveniente a inserção do personagem. Isso porque é justamente nessa idade que os homossexuais que estão se descobrindo ficam mais confusos e com medo de se aceitarem devido ao preconceito. Acho bom pra eles e pros heterossexuais pra que se quebrem de vez os pr…

Quente, Frio.

O despertador não tocou. Estou 20 minutos atrasada. Como se não bastasse, enguiçou o carro. No ponto de táxi, devido à chuva torrencial em pleno verão escaldante de fevereiro, não há um só veículo pra me socorrer. Agora, o ônibus se arrasta aos trancos e barrancos. Devo ter levantado com o pé esquerdo.
De volta pra casa, pela janela entra uma brisa que me faz lembrar do inverno. Coberta e tomando café, a saudade de uma noite fria me faz amar as pequenas coisas da vida e crêr que pra que ela não esfrie, basta que, mesmo em dias quentes, eu a aqueça e deixe apenas o vento assoprá-la.

Até 2012 endividada e sem peso na consciência

Após assistir 2012 no Cinema (e gostar muito - principalmente da ideia das arcas modernas), fiquei com um certo aperto no coração pensando no que eu faria se o mundo realmente acabasse em 2012. Claro que pensei que eu aproveitaria ao máximo minha família, meus amigos e meu namorado, e que usaria todo o tempo livre pra beijá-los e abraçá-los dizendo o quanto eu os amo. Mas também pensei numa outra coisa que eu faria com imenso prazer. Bom, eu trataria de me endividar muito. Compraria de tudo pra mim e pra minha família a fim de satisfazer nossos anseios consumistas. E mais, faria tudo no cartão de crédito, estourando meu limite e sem nem pensar na possibilidade de pagar as dívidas. Afinal, a maioria dos pensadores atribui o fim do mundo ao materialismo da sociedade contemporânea. Sendo assim, se é pra morrer como punição pelo consumismo exacerbado, que eu morra cheia de coisas que adoro ao lado das pessoas que amo e INADIMPLENTE!

Feliz Ano Velho!

O ano está acabando, infelizmente, rápido demais, novamente... Mas, felizmente, foi um ano muito bom pra mim. Fortaleci uma amizade improvável que me faz muito bem, reencontrei grandes amigos dos quais a incompatibilidade de agendas havia me afastado, e valorizei mais ainda uma relação desacreditada por muitos. Usei e abusei do meu tempo como nunca, o que me gerou mais manchas arroxeadas em volta dos meus olhos, devido às poucas horas dormidas. Me explorei ao máximo em busca de aperfeiçoamento. Não perdi uma chance de me aprimorar nas áreas que eu mais gosto. Mas nem tudo foi como eu queria. Queria ter cumprido as promessas que fiz de achar um tempinho prum amigo aqui e outro acolá. Queria que alguns não fossem tão desatentos com a amizade que ofereço e lembrassem mais de mim. Mas tudo bem, cada um sabe o que faz e eu já tô carregada demais pra guardar rancor de pequenas falhas alheias em relação a mim. Descuido deles. E como tudo tem um lado positivo, aprendi que nem sempre sou eu qu…

Um NÃO à Geyse e seu vestido rosa-vermelho.

Estou me preparando pra ser apedrejada pelo que vou falar, mas não importa, não vou fingir concordar com a maioria. Sabe aquela talzinha que conseguiu o maior ibope por ter ido pra faculdade de microvestido (rosa ou vermelho, não importa)? Essa mesmo. A Geyse, que eu prevejo como a nova mulher-fruta do momento (por ter corpão, cara horrorosa e nome propício). Pois é, sinceramente, acho que ela não merece nem a metade das defesas que está tendo, nem das páginas de jornal e do tempo de TV e rádio que está ocupando. Óbvio que achei errada tamanha agressão verbal sofrida por ela, mas que ela pediu, ah, pediu. Não estou dizendo que as mulheres não devam ter liberdade pra irem e virem vestidas como quiserem, mas, cá entre nós, há alguma necessidade de ir pra faculdade vestida assim? Pra quê sofrer pra andar num salto 15, suponho, se pode andar de tênis, rasteira? Pra quê usar um vestido que tem que estar toda hora puxando? Que falta de conforto pra estudar! A preocupação maior é que o que e…

Pílulas de reflexão

Trecho de um livro

"(...) está chovendo e gosto demais de quando está chovendo porque posso caminhar em paz e ficar triste o quanto quiser que não vai ter nenhum chato me olhando e ficando impressionado por eu estar chorando na rua, porque as minhas lágrimas vão se confundir com a água da chuva, que também é um choro, acho que de Deus, sei lá!" (Trecho do Livro "Caminhando na Chuva", de Charles Kiefer)

Pílulas de reflexão

Frase de Escritor "Não me mostre o que esperam de mim porque vou seguir meu coração, não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual porque sinceramente sou diferente... Não copie uma pessoa ideal, copie a você mesma...O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de você mesmo." (Clarice Lispector)