23 de fev de 2010

Por que faltam tantas respostas?

O filho de Jéssica nasceu cego e, ao abrir os olhos, não viu o sorriso e as lágrimas da mãe. Camila morreu num acidente automobilístico no qual a culpa era do outro carro, ao voltar da sua formatura. Marcos perdeu os movimentos das pernas aos 10 anos de idade, quando ainda pensava em ser jogador de futebol. Luiz perdeu os pais no mesmo ano por motivos diferentes, meses antes de virar pai também. O pai do Cláudio teve um infarto com apenas 50, após planejar uma segunda lua-de-mel com a esposa em comemoração aos 25 anos de casados. Luana teve um AVC aos 20, quando estava começando a entender a vida. Talvez todos estes estivessem começando a entender a vida, mas sequer puderam compreendê-la por inteiro ao ter que lidar com a morte, porque essa sim, jamais poderá ser compreendida.

E quando a morte atropela a vida quando viver é que faz parte dos planos, como acreditar em algo? Perguntas me sobram, respostas me faltam.

Não, a religião não tem me dado as respostas. E se me desse, eu aceitaria de bom grado. Mas "porque tinha que ser" não me responde.
Jornais, preciso ficar longe dos jornais... Mas não posso (faço Jornalismo).
Realidade, preciso fugir dela... Mas não posso (faço Jornalismo).
Livros (de preferência de ficção fantástica com seres imortais), em vocês me escondo... Sim, isso eu posso (faço Jornalismo).
De qualquer forma, "brindo à casa, brindo à vida, meus amores, minha família".
P.S: Não aconteceu nada de tão ruim assim comigo, nem quero que aconteça, mas não gosto de ver coisas como essas (fatos reais que alterei um pouco) acontecerem com ninguém. Sou muito utópica e gostaria muito que não acontecessem essas coisas. Escrevi esse texto devido às várias mensagens de superação que vejo no fim da novela "Viver a Vida" do Maneco. Ainda não vi nenhum depoimento de nenhuma pessoa dizendo que entendeu porque aconteceu aquilo com ela. Isso é que me inquieta. Os tantos "porquês" pra tão poucas respostas.

2 comentários:

  1. concordo com você, e acho que morrer é um exagero.
    Mesmo que viver seja meio torto, eu só aceito a morte quando ela vem depois de uma longa vida, onde o corpo já não funciona mais e onde o cérebro também já está parando, como diria a martha medeiros.
    não acho justo pessoas morrerem de formas tão banais, sem nem terem a chance de se defenderem, de falar 'mas,perai, por que é que eu tenho que morrer?', a gente morre sem nem o direito de fazer um protesto...
    mas enfim, adorei seu texto,mesmo :)
    beijo :*

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  2. tassia...eh o bruno da microlins. vaga de estagio no Tribunal de Justiça.

    brunosolaro@gmail.com

    abraço

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