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Carpe Diem...


Esses tempos, assisti um filme maravilhoso que, por sinal, eu deveria ter assistido bem antes. Há uns 15 anos minha tia já falava encantada a respeito do filme, e eu acreditava nela, mas não me prestava a assistir - até porque eu preferia "A Dama e o Vagabundo". Só fui assistir quando minha amiga, depois de termos almoçado, disse que tinha o DVD na casa dela e sugeriu que vissemos. "É, eu já ouvi falar, pode ser". Tudo bem que esse "ouvi falar" era de tempos, mas, vá lá, nunca é tarde, né? E, como já diz a propaganda da Pepsi, "o pode ser bom, pode ser muito bom". Sendo assim, enquanto minha amiga dormia ao meu lado (por sinal, uma ótima companhia pra filmes - afff, nuncaaa assiste acordada), eu ria, chorava, refletia...



Mas vamos ao que interessa, o filme...

O filme "Sociedade dos Poetas Mortos" narra "a história de um professor de poesia nada ortodoxo, de nome John Keating, em uma escola preparatória para jovens, a Academia Welton, na qual predominavam valores tradicionais e conservadores. (...) Com o seu talento e sabedoria, Keating inspira os seus alunos a perseguir as suas paixões individuais e tornar as suas vidas extraordinárias."

"O filme mostra também que em certa altura da vida, as pessoas, em especial os jovens, deveriam opor-se, contestar, gritar e sobretudo ser "livres pensadores", e não deixar que ninguém condicione a sua maneira de pensar, mas também ensina esses mesmos jovens a usarem o bom-senso." (Wikipedia)
Achei a história fantástica! Tudo: roteiro, direção, arte... Mas vou me ater ao roteiro!
O final do filme, apesar de ser clichê, me proporcionou várias lágrimas, como tudo o que é clichê, a propósito. Talvez aqueles que não tenham visto o filme não me entendam, portanto, sugiro que vejam o mais breve possível, pois ele nos faz refletir sobre vários aspectos da nossa vida. Só pra entenderem melhor... Ao fim do filme, os alunos demonstram o quanto se opõem à rigidez da escola com um gesto ousado que marcou uma das aulas do professor Keating. É aí que está o grande ponto de reflexão. Eles apenas demonstram que se opõem.

Que cada um aplique isso às experiências opressoras de sua vida e reflita. Afinal, frente a quantas coisas nos opomos e o máximo que podemos fazer é demonstrar que nos opomos? E não me venham com aqueles papinhos revolucionários de "vamos parar de falar e fazer, vamos mudar o mundo e blá blá blá". Ok, isso seria o mais correto, eu sei. O certo seria não apenas demonstrarmos que nos opomos e sim nos opormos de fato, mas não vivemos mais em tempos de paz e amor como os hippies viviam - ou achavam que viviam-, não é mesmo?

Tem gente que detestou o filme porque achou uma injustiça o professor ser despedido enquanto todos os alunos eram a seu favor e demonstravam isso. Mas é aí que está a beleza do filme. Mostrar o real. O que vocês queriam? Um final de novela onde todos vivem felizes para sempre?! O filme retrata a realidade, e é justamente isso que o torna tão bonito! Ainda mais por se tratar de um filme ambientado no final da década de 50 que pode ser facilmente aplicado à realidade atual sob outros aspectos, bastando pra isso capacidade de interpretação. Ele mostra que podemos, sim, ser contra e deixar isso claro, mas que a vida exige que passemos por cima de muitos dos nossos valores e princípios nos adapatando, na medida do possível, a situação que nos é imposta... afinal, há situações em que viver de razão é poético, mas não é real... Há situações em que devemos viver sem concordar com a situação simplesmente porque precisamos viver! Ou seria, sobreviver? Sim, a arte de viver consiste em ter sabedoria o suficiente para sobreviver tirando o máximo proveito da vida! Ou seja, "Carpe Diem", mas com bom-senso!

Comentários

  1. Gosto muito do "Sociedade...", é um filme apaixonante. Tô saindo de "férias blogais" e só volto em fevereiro. Bjus e até a valta.

    http://submundosemmim.blogspot.com

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  2. Eu assisti esse filme quando estava na escola jah tem um bom tempo!! ótimo filme...

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  3. pô Tatá, chorei quando vi o filme a primeira, a segunda e a terceira vez. agora, chorei quando li o texto. espero lê-lo por mais duas vezes, no mínimo. carpe diem.

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