5 de jan de 2012

O que veio e ficou...

Eu poderia dizer diversas coisas sobre 2011, mas a verdade é que 2011 disse diversas coisas sobre mim. 2011 foi o ano que eu precisava pra me reencontrar. E como foi bom me reencontrar. Sem despedidas de mim mesma daqui pra frente. Eis a primeira promessa do ano. 2011 foi o ano no qual preenchi várias das lacunas da minha vida que estavam sedentas de transbordamento. Tudo que só imaginei por ter quase desistido de esperar, vivi. Sai do casulo. Grata. Histórias, remakes e novidades. Histórias que enobreceram minha alma, determinaram de vez meu caráter e meu caminho, ensinaram meu coração, e me fizeram sentir de novo. Sentir mais, sentir melhor, sentir novo. Sentir de verdade, valendo a pena ou não. Porque o que importa é sentir.

2011, o ano em que eu fui eu na minha plenitude. Em que aspirei e respirei a liberdade de ser quem eu sou. Ano em que a menina disse adeus e a mulher foi bem vinda, de mãos dadas com a eterna criança que habita em mim. Ano em que tudo fez sentido e que a vida me mostrou o quanto ela pode ser boa. Ano em que dei bem mais de mim do que já dei um dia. Coração pulsante, peito aberto, cabeça em velocidade máxima. Pensem num ano em que parar pra pensar é difícil. Faltou tempo pra pensar em qualquer coisa desimportante que eu já julguei importante um dia. Sim, eu sempre tive tendências a dar importância ao que não tem por falta de vida. Isso mesmo, de vida. Mas sei lá, sobrou vida. E sinto que isso foi só o começo.

Caminhar, correr, esperar. Até logo. Até nunca mais. Até sempre. Keep Breathing. Keep Loving. Keep Trying. Em 2011 cheguei a várias conclusões, mas nenhuma foi definitiva... que bom. O que importa é que o ano que passou foi único. Um único diferente dos outros anos únicos pelos quais passei. O que eu vivi me fez amadurecer muitos anos em um só. Aprendi sobre tudo, todos e nada.

... E sabe aqueles erros que eu prometi não repetir? Pois é. Repeti todos. E quer saber? Que bom de novo. Eu pensei que eu não ia mais sentir isso ou aquilo, que eu não ia mais fazer isso ou aquilo. E senti, e fiz. E com mais intensidade e mais entrega do que em qualquer outro momento.

E quem me vê de longe, quem só sabe de mim, ou quem de mim ouviu falar, jamais vai saber quem me tornei e como estou. Só eu sei. E eu saber é o primordial. E quem pensa que um ano não pode reestruturar uma pessoa, se engana. Pode e como. No meu caso, não houve uma mudança, e sim um retorno à superfície.

E pra 2012 eu só tenho um pedido. Que eu não perca essa ousadia, essa perseverança, que eu não desacredite no outro, que eu continue firme e forte e que eu não tenha medo jamais. Porque por medo de perder, já perdi, mas por não ter medo de voltar atrás, recuperei todo o tempo perdido. Porque se tem uma coisa que me move é saber que há um dia depois do outro e que tudo é novo de novo. E que só perde aquele que perdeu a chance de mais uma vez.


Obrigado aos que comigo riram muito, dançaram até cansar, bebemoraram a vida, se encantaram, se lembraram, se esqueceram, se se se... e viveram um dia após o outro da forma mais nossa possível. Valeu pela paz que o caos de vocês me causou. Esse é o meu equilíbrio.



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