8 de mai de 2014

Melhores Amigas

Sempre fui daquele tipo que sempre que dá almoça na casa da amiga ou a amiga na minha casa, que liga depois da aula ou do trabalho pra falar sobre qualquer coisa, que dorme na amiga ou ela na minha casa pra matar a saudade até o sono chegar, que não perde um aniversário ou festa só pra desfrutar da companhia daquelas que elegi como minhas, que troca mensagens pelo celular, pela internet e que escreve cartas. Amigas, pra mim, sempre foram essenciais. E, por isso, nunca consegui ter apenas uma melhor amiga. Podem me julgar, mas eu acho que o 'problema' é que tenho amor demais pra concentrar numa pessoa só. Desde criança eu dividia o posto de melhor amiga de mais de uma. E, por muito tempo, tive que esconder de uma e de outra por ciúmes. Elas não entendiam que cada amizade tinha um valor imensurável pra mim e que elas eram insubstituíveis. Não sei se entendem até hoje, mas tenho fé!

No meio disso tudo tive as melhores amigas da praia, sendo a a primeira a Shaiala, desde que éramos fedelhas. Nossa vida na praia era uma só. Nossas famílias eram uma só. Foi uma infância incrível porque tive ela ao meu lado nas melhores lembranças. Aí a Shaiala seguiu novos caminhos rumo a sua felicidade e me apresentou uma amiga que virou minha melhor amiga também: a Kakau. Minha paulistinha amada nunca me abandona mesmo à distância. Nada entre a gente mudou, né mana? Por que duas irmãs minhas tinham que morar em outro estado, heim? Tá, pra eu viajar! 


Começou lá no pré, quando eu tinha a Lara e a Carol de melhores amigas. Não me lembro se uma sabia da outra, mas eu não conseguia escolher uma só, afinal, elas eram tão diferentes e tão únicas pra mim. Os caminhos da vida me aproximaram mais da Carol, que até hoje segue firme sendo minha irmã fiel e minha amiga mais antiga, cuja família é minha também (ganhei mais duas irmãs, uma vó, um pai e uma mãe emprestados). Depois, no colégio Cavalhada (que, infelizmente, não existe mais), continuei tendo a Lara como melhor amiga, pois ela foi pra mesma escola que eu (a Carol foi pra outra escola e, incrivelmente, duas fedelhas de 6 anos mantiveram contato mesmo assim). Mas lembro de algumas fases em que o posto mudava pra Michele, minha parceira das tardes pra dançar e brincar. Vi ela esses dias por sinal. Sei da vida dela pelo face e me parece muito feliz, o que me deixa feliz demais também! Da Lara também sei pelo face e fico orgulhosa das conquistas dela! Quando fui pro colégio Plácido de Castro, fiz a festa de tantas melhores amigas que ganhei. As mais mais eram a Bianca, a Tamy, a Dani e a Tchu. Quando a Bianca, a Tamy e a Dani saíram da escola, eu a Tchu não nos desgrudamos mais. E surge mais uma melhor amiga! E que bom que até hoje somos amigas e que tenho a chance de ver a família linda que ela construiu! A propósito, ainda mantenho contato com as atuais melhores amigas agora Dani e Tamy, e adoro quando a gente se reúne! Elas continuam incríveis! Acho que até mais que antes. Buenas, aí fui morar em Redentora e minha melhor amiga invicta foi a Kétrin. Vivíamos uma na casa da outra do café da manhã até a janta. Seguimos nos falando sempre que visito minha família lá na cidade. Ela continua linda e está realizada profissionalmente e pessoalmente. No colégio Americano, também me dei bem. Ganhei muitas melhores amigas. A primeira a me acolher foi a Jaya, junto da Jupi e da Mari. As três permanecem sendo minhas SUPER amigas até hoje! A Mari sempre que nossas agendas coincidem e que ela está no Brasil. Continua com o mesmo jeito doce e prestativo de sempre. A Jupi sempre que dá  vem aqui em casa ou fazemos algo. Continua a mesma maluquinha menina-mulher que eu conhecia e a grande amiga de sempre. Da Jaya sinto mais falta porque voltou a morar em Brasília. Eu era acostumada com a minha vizinha que esteve do meu lado nos piores momentos e sou eternamente grata. Aí também tive a Carol, a Yentl e a Jaísa. Carolzinha vejo de vez em quando e continuo com o mesmo carinho porque ela continua a mesma menina encantadora dos tempos do colégio. Yentl resolveu viver a vida como todos deveriam viver e falo menos, mas amo do mesmo jeito de antes. Jaísa, nunca mais soube, infelizmente.  



Entrei na faculdade, e ali ganhei alguns tesouros valiosíssimos. Gabriele, Márcia (minha ruiva determinada, generosa e cheia de amigos também), Joice (a doçura em pessoa e o amor sem limites), Manu (aquela com o melhor abraço e o carinho sempre à disposição), a Ana Paula (meus ouvidos sempre atentos que nunca me deixaram) e a Simone (minha vizinha com quem eu conversava muito sobre a vida e com quem aprendi muito sobre ser mulher) vieram primeiro. Aí depois entrou a Jaque como quem não quer nada e nunca mais saiu e nem dá pistas de que vai (também não deixo caso ela pense na possibilidade, porque ela é simplesmente essencial e ponto). E aí a Lálazinha foi se chegando de mansinho e sentou-se bem acomodada no meu coração com aquele jeito todo dela. Lembro no primeiro semestre que eu achava a Gabi tri legal, mas ela não parecia querer ser tão minha amiga como eu queria ser dela. Aí ela mudou pro turno da manhã e perdemos o contato. Mas quando ela voltou, nos encontramos e finalmente conquistei ela como minha melhor amiga e, desde então, compartilhamos histórias memoráveis, tanto que um dos momentos mais importantes da minha vida dividi com ela: nossa formatura. Pronto, as melhores da faculdade estavam eleitas pra sempre na vida. Aí, depois de me formar, sem querer, outra Gabi que era da faculdade, mas que eu mal falava na época, entrou na minha vida em outro momento único: quando morei na Austrália. E mais que sentar no coração, como a Lálazinha, ela deitou na cama do meu lado e dividiu o apê e a vida comigo e, felizmente, me dá suporte até hoje quando preciso e quando não preciso. É, o IPA me deu o que ele tinha de melhor: elas!

E aí, hoje, eu tava revendo as fotos dos meus aniversários e percebi que a cada ano novas pessoas estão nas fotos. Algumas estão sempre lá, porque sabem da importância desse dia pra mim e da importância delas na minha vida. Outras já não aparecem mais, o que me entristece. Os novos que aparecem são como se fossem velhos. São tão especiais e tão incríveis que não sei como agradecer por ser tão abençoada com amigos. Ou vai ver que eu tenho o hábito de "amar como se não houvesse amanhã" e não enxergar os defeitos do jeito que os outros enxergam. Até porque, eu gosto mesmo é do melhor que tem em cada um. Os amigos são para somar, para nos ensinar sobre o amor, sobre a lealdade, sobre a confiança e sobre todas as coisas boas. Sorte daqueles que têm na sua família parentes que podem chamar de amigos, pois estes sim são os de valor.

Mas escrevi tudo isso porque hoje me peguei chorando no ônibus quando pensava com saudade nas minhas amigas, seja as que vejo seguido e as que tenho visto pouco. Saudade porque meu tempo já não é mais tão livre e nem o delas. Saudade porque a gente deixou a rotina tirar da gente aquelas pequenas atitudes de melhores amigas que tanto admiro nas adolescentes. Fiquei pensando que, infelizmente, os amigos vão embora porque precisam, porque querem, porque mudaram ou simplesmente porque a vida quis assim. Mas, supostamente, os amigos não deviam ser pra sempre e sempre? No meu mundo ideal, sim, deviam. Mas sei que essa minha mania de fazer amigos acaba me prejudicando porque não dou conta de ver todos sempre. Mas, quer saber, não tô nem aí. Vou continuar achando uma horinha no almoço da semana, um almoço no sábado, uma tarde no shopping, uma manhã na Redenção, uma jantinha na casa de um e de outro, ou mesmo uma conversa por telefone, face, whats, email e vou me virando. Não me permito perder aqueles que me amam conhecendo o meu melhor e o meu pior e que vão estar ali quando eu mais precisar, mesmo que eu os decepcione. Só tenho a agradecer por ter tantas mulheres maravilhosas na minha vida por mais que nem sempre por perto, e pedir pra que elas não se afastem de mim nunca. Já dizia Vínicius de Moraes "Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amoresmas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!" Afinal, nada me faz mais feliz do que estar com o que me faz o melhor de mim. E é por isso que ter uma melhor amiga só nunca foi fácil, afinal, se é melhor, que seja em dobro, em triplo, que seja muito melhor. Melhor é sempre mais.



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